Esporte/Crônica

(02/09/2012) - Domarascki, Paulo Stéfani, João Carlos.....

Os meios esportivos de Barretos viveram dias de profunda tristeza com a morte de José Carlos Domarascki, Paulo Cesar Stéfani e João Carlos Guimarães. Um pouco tempo antes já haviam partido para a Casa do Pai os bons goleiros Garibaldi Perini e Ivo Pereira "Tiassana". Muito desfalque em tão pouco tempo. Mas a vida é mesmo assim. Depois do nascimento vem a certeza da morte. Nossa cultura de vida não costuma aceitar o seu fim. E lá se vão os que foram bons, os mais ou menos e os ruins.

Não há exceção. A infalível cobradora não isenta uma só vida. Barretos sente a ausência de José Carlos Domarascki, um comunicador excelente em qualquer atividade: locução esportiva, animador de estúdio, apresentador de comícios políticos, bom contador de piadas e causos nas rodinhas mais chegadas dos amigos. Domarascki sempre foi uma criatura alegre em casa, no trabalho e qualquer lugar em que estivessem dois ou mais amigos. Nas viagens de ônibus em que se juntavam as equipes esportivas da Independente, Jornal e TV Soares, o Domarascki inventava um modo de alegrar o ambiente e provocar risos.

Suas brincadeiras eram bem humoradas, sem ofensas, bem aceitas pelos companheiros de viagem. Um dia recebeu convite para trabalhar em Jataí, estado de Goiás. Foi tão bem que despertou o interesse das rádios de Goiânia. Preferiu mandar para a capital de Goiás o seu amigo Paulo Roberto Prado que tinha ido com ele para Jataí. Logo em seguida, Domarascki voltou para Barretos, sua terra, sua família, seus amigos e o seu adeus. Criou bem os seus filhos Vinícius, Conrado e Carol.

Amou muito a esposa Elza. Domarascki deixa uma eterna saudade. Sentimos saudade também do Garibaldi, Paulo Cesar Stéfani, Ivo Pereira, João Carlos Guimarães. Garibaldi foi goleiro do Fortaleza, Ivo Tiassana foi goleiro da Portuguesa do Zuza, João Carlos foi atacante do Barretos e Limeira, Paulo Stéfani jogou no Fortaleza. Paulinho era um meio-campista de grandes recursos técnicos. Só não foi mais para frente porque não quis sair de Barretos.

Os meios esportivos da cidade choram a morte dos seus filhos, amigos, artistas da bola e da comunicação. Em cada canto dos estádios, das emissoras de rádio e dos jornais sempre haverá espaço para se recordar dos nossos valores. Para cada um de nós fica a lembrança de um tempo bem vivido na solidariedade, no respeito e no amor que nossos amigos plantaram. Só o Criador sabe a hora da colheita. Os escolhidos ganham a eternidade.

Luis Carlos Fabrini é jornalista


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