Opinião/Editorial

(09/02/2019) - A escolha de um bom inimigo

Por não ter metas e nem alvos, não ter projetos e objetivos eleitorais, o político mesmo no poder acaba perdendo entusiasmo, disposição e motivação.  Todo político tem dificuldades de perceber a diferença entre o impossível e o indispensável, quando não vê urna e voto no horizonte.

- Os políticos barretenses estão encontrando na fragilidade humana o ingrediente decisivo para retomar vontade para lutar.

Depois da difícil reeleição para o executivo, Guilherme de Ávila veio acumulando uma série de derrotas políticas,  um conjunto de perdas humanas e interiores. Mesmo mantendo sobre controle pessoal todas linhas da gestão, entendeu que uma rede paralela tinha remos próprios.  E se César afirma que muitas vezes ocorreu a notícia preceder o fato, não se pode acreditar que a ingenuidade assumiu setores expressivos do poder público.

O chefe do executivo acabou agora por "escolher um bom inimigo". Os diferentes diagnósticos da crise estão expostos na mesa, dando aos adversários munição para batalhas e confrontos.

Os vereadores estão igualmente convocados, depois de ignorados em plenitude pelos eleitores. Acontece que os edis têm possibilidades legais de nova disputa eleitoral, sendo permanentemente candidatos.

A tragédia do desvio de recursos foi a barragem que vazou na política barretense, expondo lama e efeitos diversos na ecologia comunitária. Mas foi exatamente pelos prejuízos éticos, morais e sociais que a política ganhou nova densidade, intensidade e polaridade.

Em política, a culpa será sempre do adversário. Seja qual for. Escolher um bom inimigo na política é fundamental. São os próximos capítulos desta novela.


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