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(12/06/2019) - Paulo vê retaliação após votar favorável em processo de cassação

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OPINIÃO: Vereador Paulo Correa disse que Guilherme Ávila não vem cumprindo compromissos com partido
Jac Brito

O vereador Paulo Correa vê retaliação do prefeito Guilherme Ávila após votar favorável à abertura do processo de cassação do chefe do Executivo. Segundo Paulo, o revide à sua atitude veio dois dias após a votação com a exoneração de Luiz Antonio de Matos, comissionado indicado por seu partido. “Por causa dessa votação mandou embora uma pessoa que trabalhava cedo, à tarde e à noite na secretaria de Obras e nem deu satisfação. Ele era indicado do partido, estava na secretaria há seis anos, é experiente, trabalhador, honesto e justo”, disse. O vereador considera a retaliação uma atitude vingativa de Guilherme Ávila e alertou que não irá se curvar diante da situação. “Isso é coisa de pessoa com mentalidade pequena e vingativa. Se não aceita minha opinião não sou obrigado a seguir a cartilha dele, não me preocupo com a retaliação e vou continuar trabalhando pela cidade como tenho feito”, observou.

Em sua análise, o prefeito Guilherme Ávila usa dois pesos e duas medidas ao lidar com o posicionamento da Câmara. Citou como exemplo a postura dos parlamentares que seguiram o Tribunal de Contas e rejeitaram contrato terceirizado na prefeitura. Correa ponderou que, mesmo após a retaliação velada, não deixou de votar nos projetos do Executivo. “Minha postura ao longo dos anos não é de atrapalhar a população e tenho votação transparente”, afirmou. Segundo ele, o voto favorável à abertura do pedido de cassação tinha por objetivo a oportunidade de defesa do chefe do Executivo. “Podia se defender e pronto, mas nem abriu o processo e veio a retaliação”, disse. Para ele,  a Câmara negar o pedido de abertura formulado pela vereadora Paula Lemos, caracteriza posicionamento contrário ao trabalho da CPI. “Votei a favor para que a Câmara pudesse amadurecer  e discutir mais o assunto”, opinou. A denúncia foi arquivada e teve quatro votos a favor e 12 contra.

BANCADA: Paulo Correa não tem participado das reuniões de bancada que antecedem as sessões ordinárias. E reconhece que alguns vereadores têm interesse para que saia da base aliada. “Acho que conseguiram, não estou sendo convidado, não faço questão, tenho meu voto na Câmara e pronto. Se for convidado darei minha contribuição”, declarou.

COMPROMISSO: A coligação entre PSDB e PR para a  eleição de Guilherme Ávila foi costurada pelos diretórios estaduais dos partidos. Entretanto, a união das legendas incluía compromissos de Guilherme Ávila que, segundo Paulo Correa, não foram cumpridos. “Ele sabe que não cumpriu, mas não ligo para isso e não farei retaliação de maneira alguma, sou da política  para frente e o que puder ajudar a cidade farei”, contou. O compromisso incluia a indicação nas secretarias de Educação e Assistência Social. “Nada disso aconteceu e nem por isso fui contra ele”, revelou.

VOTAÇÕES: O vereador lembrou que teve outros posicionamentos contrários ao Executivo e que, portanto, seu voto a favor da abertura da cassação não foi surpresa. “Tenho pouco contato com o PSDB e se acharam surpresa é porque não acompanham meu trabalho na Câmara”, lembrou. Citou como exemplos voto contra a criação de 11 secretarias, da taxa de lixo e de cemitério.


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