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10/07/2013 | Opinião / Editorial

Lições importantes do Canadá

A festa de Calgary é considerada uma das melhores do mundo e tem algo a mostrar a Barretos.

Alguns segmentos políticos acharam “estranha” a presença do prefeito tucano Guilherme de Ávila em Calgary, integrando a comitiva oficial de Os Independentes na mais importante festa de rodeio no Canadá.
O chefe do executivo não deve ficar preso em seu gabinete e a oportunidade é valiosa para a cidade e o prefeito.

Em primeiro lugar, é preciso observar que as vendas de exportação barretense para o Canadá chegaram a US$ 2.102.575 fob em 2011, caindo 19,75% no exercício do ano passado, ficando em US$ 1.687.222. O ritmo de queda foi mais acentuado até maio de 2013, com recuo de 46,38%. As exportações barretenses para o Canadá estacionaram em US$ 407.912,00 em cinco meses do ano. Barretos tem potencial para “retomar” seu comércio com os canadenses.

Um segundo aspecto está no campo cultural. Ao longo dos últimos anos, Barretos vem acolhendo representantes do governo canadense e crescem as possibilidades de “maior intercâmbio” cultura e educacional, atendendo novos talentos e possibilitando cursos de formação internacional de jovens barretenses. Um projeto  deve ser cada vez “mais” cultivado, através da recepção de agentes e assessores do Canadá.

O mais importante na viagem - entretanto - está na finalidade efetiva, que vai além dos aspectos econômicos e culturais.  Barretos realiza a maior festa de rodeio do mundo e está precisando urgentemente de “um choque de inovação e dinâmica”. Isto só se consegue com “conhecimento e vivência”, observando as experiências reais e praticadas no mundo inteiro. É a partir do saber que se transforma.

A festa de Calgary é considerada uma das melhores do mundo e tem algo a mostrar a Barretos.

Assim como o jovem cristão que vai ao Rio de Janeiro para a JMJ não é simplesmente “um turista”,  o prefeito que vai a Calgary deve assimilar muito, aprender sobre mobilidade e vivenciar o contexto do turismo como fonte de desenvolvimento.

Haverá sempre críticos alegando que com a crise na saúde, as exigências de asfalto e a falta de recursos para projetos filantrópicos não se “justificam” viagens ao exterior. Mas na verdade não se encontra solução ficando “preso na torre do Castelo”. 

Barretos faz a maior festa do interior brasileiro e isto exige do poder público e de Os Independentes ação, mobilização e aprimoramento.  Nem comodismo, nem arrogância, muito menos preguiça e desconhecimento. É preciso aprender sempre e em todos os lugares, até mesmo no Canadá.