22 de Setembro de 2019 | 09:49:14

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11/01/2014 | Opinião / Editorial

Nova chance para a região de Barretos

A 13ª Região Administrativa foi criada e nunca efetivada por ausência de força política

A história da 13ª Região Administrativa é um marco na vida política barretense. A sua conquista foi um "exemplo" magnifico da capacidade de articulação comunitária, envolvendo todas as diferentes correntes partidárias e lideranças. O projeto foi viabilizado com "sucesso" em março de 83, após todas as costuras políticas e enorme jogo de cintura regional.

- Após a criação, Regional barretense nunca chegou a ganhar "vida em plenitude". Após 30 anos, segue "um corpo sem membros e sem alma".

O que era uma "oportunidade de transformação regional", estabelecendo um princípio de fomento geral, de incremento social e equilíbrio econômico passou a ser retrato final do distanciamento entre "sonhos e vaidades".

Toda eleição geral - como a marcada para outubro de 2014 - reacende uma esperança de que é possível retomar a "estrada regional". O divórcio entre as cidades da 13ª Região Administrativa é "ampliada" em cada pleno, porque não se vê articulação política.

- O bairrismo egoísta, que vê a pulga e ignora o cachorro, aflora de maneira cristalina e fere de maneira fatal qualquer possibilidade crescimento.

Não se trata de fomentar planos utópicos. Nem de eliminar os legítimos desejos de cada cidadão. Entretanto, algumas iniciativas só serão consolidadas na medida em que as lideranças políticas "ampliarem" o nível de entendimento e o cidadão praticar o real valor do voto democrático.

- Como garantir um plano regional de saúde, com fortalecimento das unidades hospitalares, sem união das forças políticas?

Eis um bom exemplo da necessidade de consolidar a 13ª RA Muitos outros serão realidades somente com força política efetiva e prática. O escoamento da safra agropecuária - incluindo cana, laranja e soja -  que projeta a região no campo econômico e produtivo - vai continuar sendo limitado sem "prestígio político".

- Até mesmo a duplicação da Faria Lima só vai acontecer com energias políticas aglutinadas. A segunda pista da Assis Chateaubriand requer muito mais ainda.

Mais do que buscar a "unanimidade impossível", o momento pede um verdadeiro despertar político regional, que envolva a articulação, o diálogo das prioridades, um exercício que coloque "luz onde só existe egoísmo e interesses isolados".

Curioso como a "classe política" tem um discurso de "união" para uso externo e uma prática de "desagregação" no exercício prático.  A articulação só acontece quando se coloca "princípios verdadeiros" e não "nomes impostos".

Nova chance se renova.  Mas assim como a 13ª RA foi criada e nunca efetivada por ausência de força política regional, as eleições de 2014 podem ser "obrigação legal" e não a oportunidade viva para Barretos e Região.