17 de Setembro de 2019 | 03:56:07

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17/01/2014 | Opinião / Editorial

Liberdade de comunicação e responsabilidade

Os congressistas prometem definir o marco civil regulatório da internet

Os congressistas prometem definir em 2014 o marco civil regulatório da internet. É possível acreditar "nesta promessa", porque cada vez mais os políticos estão sendo "alvo prioritário" de todo tipo de "ataques virais" no espaço do mundo virtual.

- Ora, o advento das redes sociais e seus diferentes programas e acessos tem permitido o "exercício de uma liberdade" de comunicação sem freios e prudência.

O grande "momento da internet" foi a revelação da espionagem feita pelos norte americanos no "cotidiano humano" de Dilma Rousseff. O incidente levou a petista a cancelar visita a Washington, numa tremenda "saia justa" para Barack Obama.

Recentemente, um "internauta" comentou com "total liberdade" a criação de cardeal para o arcebispo do Rio e presidente da Rede Vida, argumentando ser "coisa da oligarquia paulista". Mesmo não soando como "ofensa a dom Orani João Tempesta", o comentário é falso e desprovido de qualquer sentido de bom senso. Mas o "veículo" permite a total "liberdade de manifestação do pensamento".

Os barretenses têm observado - com indignação muitas vezes - acusações levianas e imprudentes, irresponsáveis ou arrogantes, maliciosas e venenosas e ainda comentários ou opiniões com objetivo único de "ferir e magoar" o outro.

A justiça dos homens muitas vezes não é perfeita, nem correta e tantas vezes lenta e difícil. Mas a justiça foi feita para ser cumprida. Não se pode imaginar um fim justo por meios ilícitos.

A injúria, calúnia e difamação são pontos fundamentais na produção jornalística. E a legislação nascida no berço da revolução militar de 64, tem pontos incoerentes e ditatoriais. Uma legislação imperfeita, portanto. Entretanto, estabelece "parâmetros de responsabilidade" para conter "abusos e extravagâncias".

- O mesmo não tem sido possível identificar no caso da internet, permitindo que "surtos de fofocas" sejam divulgados como verdades absolutas.

Até mesmo "artigos e opiniões" publicadas não são reconhecidos pelos autores, porque são assinaturas "falsas".  O verdadeiro autor usa o "nome de outro" para divulgar no complexo mundo www.

Tudo indica que as redes sociais em geral e a internet em particular serão peças poderosas na campanha eleitoral de 2014. Esta exigência política de campanha, vai obrigatoriamente fazer nascer uma legislação. Dificilmente perfeita, mas norma para apontar o caminho do "fim justo por meios lícitos".

Hoje, o que se pode fazer é manifestar "solidariedade" a todos que são vítimas dos atos de leviandade, irresponsabilidade e maldade de coração, postando "notas" abusivas, inverídicas e enganosas.