22 de Setembro de 2019 | 09:26:14

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18/01/2014 | Opinião / Editorial

Carnaval com visão e senso comunitário

O carnaval ativa o turismo, fomenta o comércio e oferece opção de lazer para a comunidade

A Liga Independentes das Escolas de Samba de Barretos tem 7 agremiações de carnaval. A entidade é presidida por Carlos Roberto Ferreira e agrega as escolas Aruanda Brasil, Camarões, Esperança, Imperadores do Samba, Liberdade, Mocidade Independente de Vila Rios e Unidos de Vila Marília.

Sem as presenças da Mocidade e da Vila Marília, o carnaval barretense vai acompanhar o desfiles de 5 escolas, dias primeiro e 3 de março, no Parque de Os Independentes.

A polêmica é renovada anualmente, durante o reinado de momo, sobre a necessidade de "melhor estrutura" e corte total de investimentos públicos no carnaval.

- Entretanto, ao se consultar a comunidade, apurar suas necessidades e anseios, a realização do carnaval de rua tem enorme apelo.

Ora, o povo sabe o que quer. Evidente que saúde e segurança, educação e moradia são prioridades absolutas. Não se questiona se o barretense quer investimentos na saúde, melhoria nos atendimento nos postinhos médicos e resgate da Santa Casa.

São assuntos acima de qualquer debate. Óbvio da própria natureza humana.

Então é política, envolvendo como levar além das exigências básicas, também condições de lazer e cultura, esporte e diversão. O carnaval faz parte exatamente desta "necessidade interior", de alegria e relacionamento social.

- Existe um provérbio oriental que diz que "um coração feliz faz tanto bem quanto os remédios.

A presença do público mais simples "como artista na passarela" e toda sua família nas arquibancadas "entusiasmada" têm um enorme valor "social". Mais do que a integração, a força da partilha, do convívio e do consórcio de "sonhos realizados".

- Há uma parcela da comunidade com possibilidade de "fazer turismo" durante o carnaval, tanto quanto de buscar atendimento médico e hospitalar fora de Barretos.

Entretanto, para uma outra camada "popular" a realização do carnaval é a transformação do mito em realidade. Uma experiência anual aquecedora, vivencial e nutricional.

A decisão política de "fomentar um carnaval popular" com diversidade de atrações será sempre questionável. O sistema democrático requer justamente este debate e aprofundamento.  Mas a gestão é pública, as necessidades plurais e as carências desiguais.

É justo e bom fazer um carnaval com criatividade, ativando o turismo regional, fomentando o comércio e oferecendo a sociedade uma opção de esperança e realização.