20 de Outubro de 2019 | 06:53:55

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21/01/2014 | Opinião / Editorial

O perfil do candidato ideal em 2014

Barretos tem efetiva chance de capitanear um projeto de identidade regional

As pesquisas pré-eleitorais apresentadas à comunidade barretense neste início de 2014 mostram mais a tendência das necessidades do que as perspectivas dos eleitores. Ora, isto quer dizer que não existe hoje um “eleitor” decidido e convencido de sua “postura” eleitoral, mas um despertar cada vez mais maduro diante das novas exigências da cidadania.

Mais do que uma certeza, uma esperança. Mais do que uma decisão, uma determinação. Até mesmo o jovem barretense vem demonstrando – ainda que com certa timidez em comparação com outros centros – atenção mais expressiva.

A conclusão mais direta hoje é que ainda não se pode indicar “o candidato barretense ao governo estadual”. O atual governador Geraldo Alckmin leva vantagem, especialmente em função das obras rodoviárias em andamento. Entretanto, o desempenho de Paulo Skaf foi animador. Alexandre Padilha tem no seu apoio ao HC uma inquestionável plataforma. Só mesmo Gilberto Kassab tem dificuldades gerais para decolar na cidade.

A disputa federal parece apresentar tendência mais nítida. A candidatura de Dilma Rousseff segue segura. Com Eduardo Campos desconhecido e Aécio Neves marchando no ritmo tucano, a candidatura da afilhada de Lula tem um “mar calmo de reeleição” também na comunidade barretense.

É histórico o “sentimento eleitoral barretense”. O pleito de 5 de outubro está muito mais distantes no coração do que no tempo. O cidadão tem inúmeras outras prioridades a analisar, antes de ter olhos para a disputa presidencial e de governo bandeirante.

- Como vai ser o encontro de motoqueiros, os shows da festa do peão, a disputa do rei e rainha da alegria e – com pulga atrás da orelha – questiona como vai ser o touro do vale na segundona 2014?

Outros temas são igualmente mais imediatistas para os barretenses: copa do mundo, recinto Paulo de Lima Correa, Região dos Lagos e recuperação da Santa Casa.

Diante de todo contexto, o fortalecimento da democracia barretense requer uma especial oportunidade, identificada na pesquisa apresentada pelo Grupo Monteiro de Barros. Afinal, como as “lideranças” políticas devem aproveitar o momento para um
“trabalho de fomento partidário” e uma efetiva defesa dos interesses da região?

Agora, como nunca na história, Barretos tem efetiva chance de capitanear um projeto de identidade regional política. Por que não aproveitar a chance?