14 de Outubro de 2019 | 18:15:55

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28/01/2014 | Opinião / Editorial

Histórias de um barretense atuante

Histórias de um barretense atuante podem ser contadas em livro de memória

O ex-presidente da Câmara Municipal e ex-secretário municipal de Cultura, o dr. Osvaldo Caiel Filho, fez medicina em São Paulo. E nos tempos de faculdade, aproveitava os fins de semana para bater uma "bolinha" com times de médicos, residentes e veteranos.

O meio campista barretense tinha enorme categoria e era o capitão do time da acadêmica. As partidas da medicina contra a engenharia eram épicas. Certa vez, em Ulrico Mursa, em Santos - o campo da lusa santista - o time precisava de uma vitória por dois gols de diferença contra a equipe da Educação Física de Santos. Abriu 2 a 1, quando surgiu a grande chance.

- Fui na linha de fundo e cruzei consciente para o centro avante. Era um cara muito forte, jogou depois num time de Marília. Mas como estava chovendo muito naquele dia, o cara perdeu o gol e a equipe venceu porem foi eliminada da final. Perguntei no vestiário depois o jogo porque perdeu o gol e ele respondeu que não queria se sujar na lama.

Apesar de palmeirense, Osvaldo Caiel não é um torcedor anti-corintiano. Tudo porque morou na capital na rua São Jorge. E várias vezes chegou a bater bola nos campos em torno da sede do Timão. "Na fazendinha, joguei só uma vez", recorda.
Ainda na capital paulista, fazendo medicina, era convocado para "fortalecer" o time dos "professores" nas "peladas de fim de semana" nos campos de várzeas. "Tinha um time do médico do São Paulo que sempre oferecia ingressos dos jogos da equipe do Morumbi. Certa vez, num destes jogos, encontrei no túnel de acesso ao campo o Gerson, canhotinha de ouro", conta.

Fora dos gramados, a mais curiosa das experiências foi sua escolha para assistente do professor Ari Lex. Após sua conferência na faculdade, reunindo todos os universitários, o grande mestre anunciou que iria escolher entre os presentes um "representante" para elo de contato dele com a turma. E apontou exatamente Osvaldo Caiel, sem saber que era barretense. O professor era filho do professor Fausto Lex, conceituado educador em Barretos.

Depois de formado, retornando a Barretos, Osvaldo Caiel Filho disputou empolgantes torneios internos do Grêmio, com a camisa do time da Ponte Preta. Num certame de futebol de salão, foi anunciado o artilheiro e não foi citado na hora de receber o troféu. Tudo porque o goleador do Bangu fez metade dos gols como Osvaldo e a outra metade como Caiel.  A comissão organizadora reconheceu que era um jogador só e entregou o troféu ao artilheiro do time do comendador Olívio Gagliardi.

Entre as memórias ligadas ao futebol, tem recordações como médico do Touro do Vale desde os tempos de João Paulo. Mas são histórias que serão contadas talvez no futuro, num livro de memórias da atuante vida de um barretense.