20 de Outubro de 2019 | 06:50:49

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21/03/2012 | Cidade / Geral

Família é fundamental para acolher portadores de Síndrome de Down

O dia 21 de março foi a data escolhida pela Associação Internacional Down Syndrome International

Família é fundamental para acolher portadores de Síndrome de Down

Crianças atendidas pela APAE durante atividades de alfabetização
Tininho Júnior/O Diário de Barretos

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A família é o componente fundamental para inclusão do portador de Síndrome de Down na sociedade. É ela quem deve acolher e dar as primeiras noções de amor e interatividade com o meio em que vivem. Mas, nem sempre é assim. Muitas crianças portadoras da Síndrome de Down são rejeitadas pelos pais e não conseguem se relacionar com o mundo fora de suas casas.

O dia 21 de março foi a data escolhida pela Associação Internacional Down Syndrome International, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com Síndrome de Down possuem. E, neste ano, a comemoração é ainda mais especial, pois ela coincide com os 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21 pelo Dr. Jerome Lejeune.

A Síndrome de Down não é uma doença. É uma ocorrência genética natural, que no Brasil acontece em 1 a cada 700 nascimentos e está presente em todas as raças. Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação as células do embrião são formadas com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente. A APAE de Barretos atende 21 portadores da síndrome sendo seis meninos e cinco meninas com idade inicial de três anos. Na instituição, participam de atividades adaptadas como alfabetização, educação física e equoterapia( restrito a alguns assistidos), informática, dança e brinquedoteca para estimular a parte lúdica.

A coordenadora pedagógica Juliana Pereira Ribeiro explica que na entidade é feita uma triagem com os pais no setor de Serviço Social. Posteriormente, as crianças são encaminhadas para avaliação multidisciplinar. “È um trabalho apaixonante, pois os alunos devolvem para nós tudo que passamos”, disse. Geralmente, essas pessoas apresentam facilidade em acompanhar danças, já que possuem musculatura flácida.São extrovertidas, carinhosas e carismáticas.

Na APAE os assistidos têm acompanhamento com psicóloga, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional. Alguns têm irritabilidade excessiva (controlada com medicamento) devido a distúrbio da glândula tireóide. Todos apresentam cardiopatia proveniente de má formação do coração durante a gestação. “A família é fundamental para o desenvolvimento, apesar de ser uma das deficiências mais aceitas pela sociedade”, comenta a coordenadora.

As características clínicas congênitas e incluem principalmente: atraso mental, hipotonia (fraqueza) muscular, baixa estatura, anomalia cardíaca, perfil achatado, orelhas pequenas, olhos com fendas nas pálpebras, língua grande, protrusa e sulcada que dificulta a fala, aumento da distância entre o primeiro e o segundo dedo do pé e prega única nas palmas. No entanto, são pessoas carinhosas, doces e que entendem bem a linguagem do coração. Hoje, uma jovem do interior de São Paulo vai representar o Brasil em cerimônia da ONU que acontece em Nova York. Na sexta-feira, membros da Secretaria Municipal de Saúde e da APAE vão debater a questão da Síndrome de Down das 14h00 as 17h00 na sede da entidade barretense.