23 de Outubro de 2019 | 02:26:54

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23/03/2012 | Cidade / Geral

Hospital Infantil ampliará atendimento

O hospital recebe em média 200 casos por ano

O Hospital de Câncer Infanto-Juvenil presidente Luiz Inácio Lula da Silva será inaugurado amanhã em Barretos, com a previsão de aumentar números de pessoas atendidas unicamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “Atualmente recebemos uma média de 200 casos ao ano, mas isso poderá chegar a 400 com o novo hospital, que tem estrutura para receber até 600 crianças”, explica o diretor Luiz Fernando Lopes.

De acordo com o médico, inicialmente se inaugura o setor ambulatorial de pediatria e de emergência. “São para pacientes que não precisam ficar internadas, recebem o atendimento e voltam para casa”, observa. Em uma segunda etapa, no final do ano, será a enfermaria, internação, UTI, cuidados paliativos e centro cirúrgico. Dr. Luiz Fernando explica que, apesar de se tratar de uma unidade infantil, a unidade não receberá apenas crianças. “Há um novo conceito de tratamento em que não importa a idade do paciente, desde que seja portador de um tumor pediátrico”, afirma.

Ele cita como exemplo alguns tumores ósseos - comuns em adolescentes -, algum caso de tumor no rim – comum em crianças -, além de tumores germinativos de ovários e testículos – comuns na faixa pediátrica -, e ainda tumor de ovário que ocorre normalmente em adolescentes. “É mais comum a incidência do tumor pediátrico até 19 anos, mas não queremos colocar a barreira de idade como barreira física”, comenta.

O médico explica que toda a estrutura é desenvolvida para crianças, como decoração, ambiente, o jeito de cuidar, sala de cinema, lanchonete, entre outros. “É o ambiente da criança com conforto, humanização, e cuidado do tratamento atrelado a um local ideal”, diz. Dr. Luiz Fernando analisa ainda que a unidade está ligada a pesquisa e laboratório tecnológico de ponta. “Tenho especialistas de laboratório dentro da pesquisa só para estudar câncer pediátrico”, explica. A metodologia de tratamento segue um conceito moderno chamado de terapia alvo, onde cada criança não é tratada igual a outra, mas dentro do que a natureza genética que o tumor ou leucemia apresentar em cada caso, individualizada.