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10/04/2015 | Cidade / Geral

Jornalista lembra fundação de O Diário e trajetória nos meios de comunicação

Monteiro Filho conta como nasceu o projeto de lançar jornal diário em Barretos

Jornalista lembra fundação de O Diário  e trajetória nos meios de comunicação

COMUNICAÇÃO: O jornalista Monteiro Filho contou sobre sua trajetória em entrevista especial na rádio O Diário FM
Tininho Júnior

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A fundação do jornal O Diário de Barretos, em 1º de abril de 1969, é uma das mais importantes etapas da trajetória profissional do jornalista João Monteiro de Barros Filho, hoje um comunicador reconhecido não só pelo trabalho na imprensa barretense, mas que se transformou em nome de destaque nacional com a Rede Vida de Televisão.

"Com os pés no chão é que nasceu O Diário", afirma o barretense, ao relembrar um pouco da história de 46 anos do jornal.

Monteiro Filho conta que ainda estava pagando - "em suaves prestações" - as compras das emissoras de rádio Piratininga e PRJ 8, quando surgiu a ideia de oferecer à Barretos e região novo projeto de comunicação: um jornal diário.

"Depois da Piratininga, que eu estava pagando as prestações direitinho,  houve a possibilidade de comprar também a PRJ 8, a Rádio Barretos. Então fiquei com as duas emissoras locais: a Piratininga e a Rádio Barretos. Aí a nossa equipe, o Joel  Waldo e o Marco Antonio, falavam que em Barretos não havia jornal diário, enquanto muitas cidades do interior já tinham", conta.

A exemplo das emissoras de rádio, Monteiro Filho tinha consciência que a montagem e a manutenção de um jornal diário exigiam muitos compromissos financeiros, desde o parque gráfico, papel, tinta e contratação de pessoal especializado.

Por isso, para   viabilizar o novo empreendimento seria necessário também a receita do mercado de publicidade. A redação ficaria por conta da equipe que vinha do rádio, além de outros profissionais que se juntaram ao projeto.

Após viagens para conhecer outros jornais no interior paulista, houve a decisão de comprar equipamento gráfico que estava sendo substituído em Ribeirão Preto. Contando com a ajuda de Frederico Troppmair, a primeira gráfica foi montada no edifício Tedesco, na avenida 17. 

"Era uma oficina muito simples, mas que realmente produzia, que garantiu a execução do jornal O Diário de Barretos", conta.

Desde então, O Diário circula sem nunca falhar, cumprindo o compromisso de seu fundador com a comunidade barretense e regional.

TRAJETÓRIA

A trajetória vitoriosa de Monteiro Filho na área de comunicação, que inclui O Diário, começou com um projeto relativamente simples: transmitir jogos do então Barretos Futebol Clube pela rádio PRJ 8.

"Naquela época, o campeonato paulista tinha a primeira e segunda divisão e sempre o campeão da segunda divisão passava para a primeira. Íamos ao estádio da rua 32 - eu, Joel Waldo, Fabrini e Marco Antonio - assistir aos jogos do Barretos e percebemos que não havia transmissão local das partidas, mas que outras emissoras  vinham de fora e transmitiam os jogos de seus clubes contra o Barretos", contou.

O grupo de jovens barretenses decidiu então procurar José Vicente Dias Leme, então gerente da PRJ 8, para propor o novo projeto. A resposta foi positiva, mas desde que fossem viabilizados recursos para cobrir os custos, como linha telefônica para transmissão e outras despesas.

"O José Vicente disse que se conseguíssemos patrocinador para cobrir as despesas, cederia horário para a programação esportiva na PRJ 8 e também transmitir os jogos do Barretos", contou.

E coube a Monteiro Filho, a busca de patrocínios para viabilizar o sonho dos jovens barretenses. O jornalista lembra que os demais integrantes da equipe esportiva disseram que ele não poderia participar das transmissões, por não ter voz considerada boa para o rádio.

"Como minha voz era ruim, me deram a parte comercial: vender publicidade", afirma. Outra missão seria ajudar na captação de notícias para o programa esportivo.

"Eu andava por todas as avenidas e ruas barretenses visitando as firmas que normalmente compravam propaganda da PRJ 8, apresentando o projeto do novo lançamento da emissora, que era a transmissão dos jogos Barretos, afirmando que seria uma oportunidade muito boa para os anunciantes", conta. 

A proposta era somar as despesas e vender cotas publicitárias em número suficiente para cobri-las, colocando as transmissões dos jogos no ar e também o programa esportivo.

"Eu comecei a vender propaganda e deu certo. Parece que fui colocado de escanteio, como não dava para falar no microfone, eu tinha que aprender a vender publicidade. Aquilo foi a grande vantagem que tive em minha vida. Em aprendendo a vender publicidade, foi realmente que fiz muitos relacionamentos com empresas barretenses", relembra.

Desde então, passaram-se cerca de 50 anos da trajetória do jornalista João Monteiro de Barros Filho, sempre pautada em compromissos éticos, morais e cristãos.