23 de Outubro de 2019 | 02:22:49

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14/07/2015 | Especiais / Agronegócio

Coordenador defende qualificação profissional para enfrentar crise do desemprego

Nestor Leonel confirmou cursos do Senar voltados ao agronegócio para Barretos e cidades da região

Coordenador defende qualificação profissional para enfrentar crise do desemprego

Produtor rural Nestor Leonel coordena em Barretos os cursos oferecidos pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) em vários setores
Tininho Junior

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O coordenador de cursos do Senar em Barretos, Nestor Leonel, avalia que a qualificação profissional pode ser o grande trunfo para enfrentar a crise do desemprego. Em sua análise, com a substituição da mão de obra pelas máquinas, os cursos específicos são de importante valia para aquecero mercado. "O grande problema do desemprego é a falta de qualificação e através dos cursos do Senar temos condições de capacitar direcionando para vários setores do agronegócio", opinou. Segundo ele, a cana de açúcar é uma das culturas que mais perderam mão de obra para as máquinas. No entanto, para operar os equipamentos é preciso funcionários capacitados. "Uma colheitadeira substitui 120 pessoas, só que  precisa de seis operadores rodando turno para funcionar,depois vem o transbordo, os motoristas para o caminhão, eletricista, mecânicos e tudo isso rodando turno de 8 horas. Então, são três profissionais para cada um desses setores", enfatizou. "Toda essa demanda vem de encontro ao que as empresas e usinas necessitam", acrescentou.  O Senar oferece cursos de qualificação para Barretos e cidades da região. São aulas voltadas à cadeia do leite, diversas culturas agrícolas e seringueira.

"Qualificamos o sangrador que tem que saber o trabalho e tratar a planta com amor, carinho e respeito. Se ele errar, uma seringueira que poderia produzir por 30 anos vai reduzir esse tempo porque pode ter uma doença causada por cortes errados ou profundos", destacou. Com o crescimento da criação de ovelhas, o Senar oferece curso em parceria com o Instituto Federal com duração de 10 meses. Nele, o aluno conhecerá sobre sanidade, manejo,  prevenção e tipos de doenças que podem atingir a criação. "Hoje, infelizmente se a pessoa não tiver qualificação não tem uma segunda oportunidade de trabalho, doamos material para estudo,  não paga inscrição e o curso é totalmente grátis", apontou. O coordenador defende que a comunidade deve procurar a qualificação para também  não ser dependente de ajudas governamentais. " Mesmo sendo grátis algumas pessoas preferem ter o bolsa família ou alimentação e ficamos muito triste com isso, estou buscando parcerias com várias instituições e a Fiesp, mas temos que abrir cursos com número mínimo de inscritos", disse. "Não vamos só viver de bolsa família ou bolsa ajuda, vamos buscar qualificação, tudo está evoluindo rápido e tem campo se abrindo para emprego no agronegócio em nossa cidade e região", finalizou.