23 de Setembro de 2019 | 17:10:28

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25/08/2015 | Especiais / Agronegócio

Greening atinge 18% do parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais

Estudo realizado pelo Fundecitrus aponta para crescimento expressivo da doença em 160%

Greening atinge 18% do parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais

ANÁLISES: Fundecitrus avaliou 24,2 mil plantas em todas as regiões do parque citrícola e classificadas de acordo com variedade, idade e tamanho de propriedade
Henrique Santos/Fundecitrus

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Um levantamento realizado pelo Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura aponta que 17,89% das laranjeiras do parque citrícola de São Paulo e das regiões do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais têm greening, doença que compromete a produtividade dos pomares.  O número corresponde a 35 milhões de plantas doentes no campo, destas 44% apresentam sintomas severos, o que significa uma perda de produção ao redor de 50% nas árvores afetadas, devido à redução do tamanho e à queda prematura de frutos. 

Na comparação com 2012, quando foi realizado o último levantamento, a incidência  aumentou 159%.  A macrorregião mais afetada é a Sul, onde ficam as regiões de Limeira, Porto Ferreira e Casa Branca, que tem 42,5% das plantas dos seus pomares com sintomas da doença. Em seguida está a macrorregião Centro, que engloba as regiões de Matão, Brotas e Duartina, com 23,57% de suas laranjeiras afetadas. Para realizar o estudo, o Fundecitrus avaliou, nos meses de junho e julho, 24,2 mil plantas em todas as regiões do parque citrícola, estratificadas de acordo com variedade, idade e tamanho de propriedade. Foram observados a presença ou ausência de sintomas e sua severidade.

Após a vistoria de campo, foi feita uma auditoria com novas inspeções e análise laboratorial.  O Fundecitrus também avaliou a incidência de Clorose Variegada dos Citros (CVC), conhecida também como “amarelinho” e constatou que a doença teve uma redução de 82% nos últimos três anos.  Atualmente, 6,77% das laranjeiras do parque citrícola apresentam sintomas. O último levantamento, que foi realizado em 2012, apontava que 37,57% das plantas tinham CVC.  

A doença teve decréscimo em plantas de todas as idades. Nas plantas jovens (com menos de 2 anos) se tornou praticamente inexistente. Também houve redução expressiva nas plantas mais velhas (acima de 10 anos), grupo que era o mais atingido pela doença e caiu de 61,33% das plantas em 2012 para 13,67%. Contribuíram para este resultado a mudança no sistema de produção de mudas para estufas cobertas, no ano de 2003, o controle do inseto transmissor e a retirada árvores doentes, com a renovação dos pomares. (FONTE:FUNDECITRUS).