23 de Setembro de 2019 | 02:29:16

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22/05/2016 | Opinião / Artigos

Falecimento: Valdir Pacheco

Por José Vicente Dias Leme

Falecimento: Valdir Pacheco

Valdir Pacheco

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A notícia da morte de Valdir Pacheco me foi passada dia 18, pelo antigo locutor e professor Luiz Carlos Messias, que se encontrava em Araraquara. Contou-me da morte, no sábado (14.05.2016), do locutor, jornalista e assessor político Valdir Pacheco que, vindo de Uberaba (onde nasceu), passou a trabalhar como locutor nas emissoras de rádio de Barretos e correspondente do jornal Folha de São Paulo. De Barretos mudou-se para Araraquara e, depois, para Matão, onde se casou com a professora Dagmar.

Doente, o médico que o operou em Campinas detectou um câncer na região próxima da operação.
Em carta de 8 de abril de 2015, contou Valdir: “Providencio nova cirurgia e, talvez a extração do tumor que carrego numa das costelas há anos. O médico estuda se as duas cirurgias sejam concomitantes, aproveitando a anestesia geral. É a vida e estou pronto para enfrentar mais uma batalha”.

Em 9 de abril de 2015, Valdir recebeu do amigo Cassim Zaiden (morador em Goiânia), carta nestes termos: “ Que droga essa notícia. Nós que já mergulhamos em tantos papos sobre a vida, pensávamos, na juventude, que éramos imortais. Você mesmo deu provas disso ao mergulhar de fusca, de uma ribanceira e sobreviver depois de uma temporada no hospital, mas acabou se recuperando plenamente para enfrentar novos desafios, como este de agora. Sei que não posso muito, mas se precisar de alguém para xingar a vida ou bater em algum desafeto, me chame. Se precisar de um ombro para chorar, tá aqui o meu. Vamos chorar juntos. Se precisar de suas mãos juntas numa oração, tome as minhas. Se precisar de dobrar os joelhos para pedir forças, use os meus. Espero que esse médico seja bom no que faz. Que Deus o ilumine, abençoe e dê forças”.

Em 25 de abril de 2015 Valdir voltou a escrever-me: “Vou sempre ao Hospital de Câncer de Barretos, mas, devido ao intenso atendimento aos pacientes de todos os cantos desse “Brasil brasileiro” ficamos no aguardo para consulta por horas e horas. Por razões óbvias, a ordem de atendimento tem muito a ver com a urgência de cada caso. Retorno a Campinas para mais uma cirurgia, ainda no quadril. É um trabalho delicado, exigindo dedicação de equipes super especializadas. Como diria meu pai Clarindo: “Fé em Deus e pé na tábua”.

Em 12 de maio de 2015, nova carta de Valdir: “A minha internação no Centro Médico de Campinas foi adiada para esta quinta-feira (14). Ad cautela, a equipe de anestesia decidiu que eu me submetesse a uma avaliação cardiológica. Segui a orientação aqui, em Matão, com profissional competente e o resultado foi dos melhores. Assim, vou me internar nesta quinta-feira e a cirurgia será no dia seguinte ou na segunda-feira. Por certo ficarei em recuperação por um bom tempo, em casa. A Dag, que é sempre a minha companheira, nas horas alegres e nas tristes, estará ao meu lado. A convivência há mais de 30 anos é mais do que suficiente para se acostumar com os bons momentos e com as horas difíceis. Acompanhei a Missa à distância, oferecida pelo padre Waldemar e transmitida pela Rede Vida, na semana passada. Ele pediu ao Todo Poderoso, que eu tenha sucesso na intervenção cirúrgica. Acredito que Luiz Carlos Fabrini, sabedor do meu caso, solicitou a mensagem ao pároco. Ou o Luiz Antonio. Encaminho letra de uma bela música, que eu aproveitei para homenagear as Mães no facebook. Este domingo, 10 de maio, é data especial, totalmente dedicada às Mães. Portanto, longe de polêmicas, política e outros temas que nada têm a ver, neste momento, as Mães que estão entre nós e, também, em memória às que já se foram, transcrevo a letra da bela composição do pernambucano Luiz Vieira”.


PAZ DO MEU AMOR

Você é isso
Uma beleza imensa
Toda recompensa
De um amor sem fim,
Você é isso
Uma nuvem calma
No céu de minh'alma
É ternura em mim,
Você é isso
Estrela matutina
Luz que descortina
Um mundo encantador,
Você é isso
Parto de ternura
Lágrima que é pura
Paz do meu amor.

José Vicente Dias Leme
Da Academia Barretense de Cultura