17 de Dezembro de 2018 | 15:06:38

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10/11/2016 | Cidade / Cidade

Henrique Prata afirma que meta é retomar credibilidade na Santa Casa

Fundação Pio XII assume gestão do hospital barretense nesta quinta-feira

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COLETIVA: Henrique Prata atendeu a imprensa no salão nobre da Santa Casa
Tininho Júnior

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O presidente Henrique Prata confirmou que a Fundação Pio XII assume hoje a gestão da Santa Casa de Barretos. Em entrevista coletiva, ele destacou que o principal objetivo é a retomada da credibilidade do hospital financeiramente e também perante à sociedade.  “O item principal se chama credibilidade. A Santa Casa tem recurso para pagar despesas. Crédito e débito são muito próximos, mas quebrou por falta de credibilidade. O maior problema é o crédito perante à sociedade. Este, se a Santa Casa não modificar e virar uma instituição da maneira que ela foi criada e sua filosofia de ser uma casa de misericórdia, ela não ressuscita. Só acredito aqui no caminho do amor e misericórdia. Então, vamos encontrar a solução, porque toda a sociedade vai nos abraçar”, relatou. “No momento, é assumir e tentar resolver o cotidiano, o mais simples. Começando por estabilizar a relação financeira entre a instituição e os colaboradores  e seus médicos”, continuou. O jornalista Monteiro Filho, fundador de O Diário e Rede Vida de Televisão, integrou a mesa ao lado do advogado da Fundação Pio XII, Zaiden Geraige Neto, e discursou na entrevista coletiva na tarde de ontem.

DÍVIDAS
Henrique contou que a Santa Casa tem uma série de dívidas. Mas disse que não afetarão a gestão da Fundação Pio XII. “Tudo que está para trás será analisado pelo Ministério Público, que foi envolvido devido a tantas denúncias que são feitas contra o hospital”, contou. “A Santa Casa tem uma dívida atrasada de R$ 15 milhões, de curto prazo. Ela tem uma dívida maior se arrastando, que foi já renegociada, que era de R$ 60 milhões e pouco, e hoje está na faixa de R$ 50 milhões.  Esta dívida não está de nenhuma forma entrando no contexto. Para os R$ 15 milhões, temos que encontrar soluções buscando recursos”, disse.  “Venho embasado com uma responsabilidade de nada que for do antigo tempo da Santa Casa, daqui para trás, possa contaminar a minha gestão ou a própria Fundação Pio XII. E para isso, este assunto foi tratado em todas as esferas de promotoria estadual, federal, inclusive com a Polícia Federal. Há uma avalanche de denúncias, fatos, que até serem apurados são muito complexos e demorados”, explicou.

MÉDICOS
Sobre as dívidas com os médicos, Henrique afirmou que há um entendimento com os profissionais para que os serviços sejam retomados. “Já fiz um bom acordo com os médicos, uma boa aliança com os colaboradores e já foi solucionado. Os médicos abriram o peito e o coração e me deram uma trégua, para que possa mostrar um plano inteligente de achar como eles podem ser bem remunerados no ano que vem”, disse.

RECURSOS
Questionado sobre o a captação de recursos para a Santa Casa, Henrique Prata destacou que ainda não é possível traçar ações. “Primeiro, tem que se prestar um bom serviço e ter crédito perante à sociedade. A Santa Casa não tem crédito para fazer nenhuma campanha”, disse. “Quando mostrar que aqui está mudando, tenho certeza que vamos fazer eventos tão grandes ou maiores que já fazemos na Fundação”, reforçou

HUMANIZAÇÃO
Henrique Prata afirmou que a humanização no atendimento será “lei” na Santa Casa.  “De 1 a 10, não tem a menor chance de ser diferente, tratando as pessoas com amor. O remédio e todos os outros serviços são secundários. A disciplina de humanização vai nascer, porque sem isso não tenho a benção de Deus”, disse.
O presidente da Fundação Pio XII disse que terá assessoria de Wilson Modesto Polara, secretário estadual adjunto de Saúde. “Pelo menos, como responsável de monitorar a gestão vai ser sempre o Polara, um gênio na medicina, amigo e professor de muitos médicos na Santa Casa”, disse.

CONTRATO
O advogado da Fundação Pio XII, Zaiden Geraige Neto, explicou o contrato de gestão firmado com a Santa Casa. “A intervenção, representada pelo dr. Edson Flausino, assinou um contrato passando a total gestão e administração da Santa Casa. Significa dizer que a Fundação Pio XII tem ampla, geral e irrestrita possibilidade de agir junto a bancos, administração, contratando e demitindo, fazendo tudo. Mas não está assumindo, não está havendo uma transferência de pessoa jurídica. A Fundação Pio XII não encampa a Santa Casa, é um administrador”, disse.