25 de Julho de 2017 | 05:47:21

19/05/2017 | Política / Política

Gestor admite ter esgotado possibilidades para sanar dívida da Santa

Henrique Prata diz que ação de insolvência não prejudica atendimentos no hospital barretense

Gestor admite ter esgotado possibilidades para sanar dívida da Santa

COLETIVA: Prefeito Guilherme Ávila e Henrique Prata explicaram sobre ação judicial
Jânio Munhoz

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O gestor Henrique Prata admitiu ter esgotado todas as possibilidades para sanar a dívida de R$ 142 milhões apurada na Santa Casa de Barretos. A última alternativa era um acordo com a Caixa Econômica Federal com objetivo de aumentar prazo de pagamentos e diminuir a taxa de juros. A expectativa de que a  dívida fosse reduzida para R$ 90 milhões não teve êxito. “Nestes sete meses de gestão esgotamos todas as possibilidades tentando renegociar e sanar as dívidas, chamamos todos para negociação e o último parecer que tivemos  da Caixa Econômica foi desfavorável”, disse. Diante da situação, os departamentos jurídicos da prefeitura e Fundação Pio XII resolveram em conjunto ajuizar ação pedindo a insolvência civil  da Santa Casa, alegando que a instituição não tem recursos financeiros para saldar as obrigações.

A decisão foi tomada após perceberem que 30% de todo dinheiro disponível na conta do hospital é confiscado ou bloqueado na fonte para pagamento dos credores.  Segundo Henrique Prata, o montante representa  a retenção de R$ 800 mil mensais. Até mesmo o valor de R$ 56 mil arrecadado em campanha para troca do telhado acabou confiscado para o pagamento de dívidas.  “Isso travou a gestão, quebrou as pernas e não tem como fazer mágica para fechar essa equação”, declarou.  Henrique Prata informou que está cortando tudo que, segundo ele, tem sangrado o hospital. “Começou pelos planos de saúde, rompimento de contratos e parceiras e o último era o sistema financeiro. Não tinha outro jeito a não ser pedir a falência porque encontramos uma avalanche de ações que tiram o  dinheiro da Santa Casa”, comentou.

ATENDIMENTOS
Henrique Prata confirmou que o pedido de insolvência não vai prejudicar os atendimentos médicos ou as campanhas vigentes. “O hospital continua sendo gerenciado pela Fundação Pio XII com todas as mudanças iniciadas”, disse. Ele informou que todos os pagamentos de colaboradores, médicos e fornecedores estão em dia a partir de sua gestão. Outros diferenciais são manter  100% de atendimento presencial, a chegada de 23 médicos de várias especialidades e a implantação do serviço de Hemodinâmica, a partir do próximo mês. O show filantrópico de 12 de junho (com Almir Sater, Sérgio Reis e Renato Teixeira) e as campanhas vigentes também estão mantidos. 

Nesta semana, o gestor Henrique Prata e o prefeito Guilherme Ávila estiveram em São Paulo tentando renegociar valores do Programa Santa Casa Sustentável. A instituição, que chegou a receber repasses de R$ 852 mil, atualmente é contemplada com R$ 550 mil devido à queda de indicadores. “Mostramos gráficos que dos 60% de meta hoje já estamos com 75% o que representa uma administração honesta e dinâmica”, informou Henrique.

CNPJ
O prefeito Guilherme Ávila destacou que o pedido da ação judicial é para cancelamento do CNPJ da Santa Casa e abertura de um novo. A medida não cancela as dívidas antigas, mas poderá dar um fôlego para a atual gestão que completa sete meses. “Abrimos um novo CNPJ ou a prefeitura faz um novo contrato para que a Fundação Pio XII faça o gerenciamento direto”, explicou. “Pedimos a insolvência por causa das dívidas antigas e  boa parte desse dinheiro paga os juros bancários”, acrescentou.
Após  coletiva de imprensa, Henrique Prata e o prefeito Guilherme Ávila foram até o Ministério Público. A ideia é solicitar aos promotores parecer favorável da ação que tramita na 1a Vara Cível de Barretos. “Já havíamos conversado com os promotores antes de ajuizar ação. Agora estamos ratificando e pedindo que nos apoiem para que a ação seja julgada favorável”, finalizou Henrique Prata.