19 de Agosto de 2017 | 04:23:34

12/08/2017 | Política / Política

Vereadores criticam reajuste de 19% nas tarifas de água

Parlamentares lamentam que decisão do prefeito não passe pela Câmara

Vereadores criticam reajuste de 19% nas tarifas de água

DE VOLTA: Vereadores retornaram do recesso parlamentar e têm nova sessão nesta segunda-feira, dia 14 de agosto
Assessoria Câmara

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Os vereadores voltaram do recesso de julho e participaram na segunda-feira, dia 7 de agosto, da primeira sessão ordinária do mês. Na oportunidade, criticaram o reajuste de 19% nas tarifas de água  e que passa a vigorar em setembro. Alguns lamentaram o fato de o  decreto do Executivo não precisar passar pela Câmara. O tucano Betim da Comunidade disse que não concorda e que se a proposta passasse pelo Legislativo votaria contrário. Para Carlão do Basquete (PROS), alguns reajustes são necessários, mas não podem extrapolar e prejudicar a população. “Importante dizer que isso não passa pela Câmara e se  a Justiça entender que é abusivo terá intervenção com apoio do Legislativo”, disse.

Aparecido Cipriano (PP) considera que duas situações devem ser analisadas. “Primeiro qual o valor de custo benefício e quanto deve ser cobrado e por outro lado o povo não suporta mais aumentos. É preciso uma análise para saber o que está acontecendo no SAAE e buscar o meio termo”, ponderou. Luiz Umberto Sarti (PTB) considera a medida do Executivo abusiva. “Procuramos a Justiça quando aumentou 24,5% e agora mais um decreto que só vem para comprometer a vida da população”, ressaltou. Paula Lemos (PSB) acredita que o aumento desrespeita decisão judicial anterior que determinou repasse para as tarifas mediante índice da inflação. “É mais uma demonstração de afronta aos poderes constituídos. Existe uma decisão definitiva sobre o outro aumento proposto e ao invés de acatar cria mais decreto”, destacou.

Paulo Correa (PR) comentou que o país atravessa grave crise financeira e que o aumento acima dos índices da inflação não é atitude aceitável pela população e Legislativo. “Se passasse pela Câmara teria dificuldade em aprovar esse projeto, sabemos da crise, mas não justifica esse aumento de 19%”, disse. Já Raphael Oliveira (PRP) disse ser contrário a qualquer aumento que onere os munícipes. “Não temos que aumentar impostos e sim colocar as contas em dia e na minha opinião não era o momento para esse reajuste”, finalizou.