24 de Novembro de 2017 | 03:26:28

13/09/2017 | Política / Política

Diretor clínico critica gestor e rebate acusações de medicina desonesta

Fauze Daher faz esclarecimentos na Câmara sobre atuação dos médicos

Diretor clínico critica gestor e rebate acusações de medicina desonesta

LEGISLATIVO: Diretor clínico Fauze Daher respondeu perguntas dos vereadores
Assessoria Câmara

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O diretor clínico Fauze Daher compareceu à sessão da Câmara para esclarecer o trabalho desenvolvido pelo corpo médico da Santa Casa. Na oportunidade, criticou a postura do gestor Henrique Prata em acusar os profissionais de praticar uma medicina desonesta. “Trabalhamos com qualidade e profissionalismo ao longo de 41 anos e enfrentamos crises, mas sempre com  o corpo clínico honesto, decente e trabalhador, tolerante com as dificuldades e que mantém um padrão da Medicina”, disse.

Ele ponderou que, diante das acusações, não poderia se manter em silêncio  devido ao choque provocado pelas colocações de Henrique Prata. “Causa estranheza um filho de médicos, que tem como braços de apoio o corpo clínico do HC fazer essa consideração sobre os médicos da Santa Casa”, observou.

Segundo Fauze, os profissionais não são a causa da crise financeira e nunca lesaram o hospital. “Enfrentamos situações políticas que causaram desastres administrativos e com os médicos tendo que doar os calotes que tomaram dos provedores que não pagavam. Ser rotulado como desonestos e fazendo medicina desonesta não é justo”, ressaltou. O diretor clínico considera marketing horrível e negativo, o fato do gestor Henrique Prata dizer que o hospital é sujo e contaminado por infecções. E que a classe médica tem tolerado esse marketing. “Essa não é a realidade, mas sim promover uma comoção na sociedade para contribuir e ia chegar o momento de dar um  basta nisso colocando a realidade da situação do campo de trabalho”, informou.

Na tribuna, Fauze Daher declarou que os médicos não foram consultados e não entenderam a venda do plano de saúde  feita na gestão de Eduardo Petrov. “Não tem como desvincular a figura do Henrique com o Petrov e os médicos não tem nada a ver com o desastre administrativo e dívida da Santa Casa”, reiterou. “Falar em medicina desonesta é uma dura colocação para profissionais que trabalham com prazer e resolutividade, é desprezar experiências e ofender”, acrescentou.

O diretor contou que recebeu uma receita de medicação sem carimbo de pessoa consultada no Pronto-Socorro e que vai tomar providências. “isso não existe, ninguém é melhor do que ninguém, a dignidade da pessoa humana tem que ser respeitada e essa postura de ofensa não é a do amor pregado, do hospital do amor e do respeito que as pessoas merecem”, destacou.  “Continuo com vontade de acreditar desde que sejamos respeitados como classe médica. Não vou assinar embaixo de gambiarras e medicina desonesta, queremos condições de trabalho e respeito”, finalizou. O diretor clínico respondeu perguntas dos vereadores e médicos atuantes na Santa Casa assistiram a sessão na galeria da Câmara.


TV CÂMARA