24 de Setembro de 2017 | 07:19:46

13/09/2017 | Cidade / Cidade

Socióloga lamenta racismo em jogos e cobra atitude de entidades

Ela enviou para seus contatos matéria jornalística sobre episódio em Barretos

Socióloga lamenta racismo em jogos e cobra atitude de entidades

QUESTIONAMENTO: Roseli indaga sobre qualidade dos cursos, formação dos jovens e educação familiar
Tininho Junior

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A socióloga Roseli de Oliveira lamentou os episódios de racismo relatados durante os jogos de medicina em Barretos. Ela enviou para seus contatos a matéria do estudante vítima de preconceito durante partida de vôlei e que repercutiu na imprensa nacional. “Hoje existem órgãos de defesa na sociedade e sei que esse caso está sob análise da coordenação de políticas para população negra a indígena, Secretaria de Justiça e Comissão da Igualdade Racial da OAB”, disse.

Segundo a socióloga, os casos de racismo devem ser denunciados em boletins de ocorrência para posteriormente serem levados à outras instâncias. “As questões individuais devem ser tratadas, mas a sociedade também precisa tratar do coletivo para reavaliar os princípios éticos, morais e sociais. As pessoas precisam se indignar com atitudes como essas que ainda acontecem em pleno século 21”, observou. Para Roseli, o caso ocorrido nos jogos em Barretos precisa de um respaldo da comunidade e das entidades. “Barretos tem que se indignar, tem que ter voz e dizer que não aceita isso  em seu território, nós queremos o jovem, a diversão e os jogos, mas principalmente o respeito às diferenças”, acrescentou.

Diante dos fatos, a socióloga questiona que tipo de universidades acobertam tais atitudes, que perfil de  médicos serão formados por jovens que não acolherem a diversidade, a qualidade dos cursos e a educação que as famílias oferecem a seus filhos. “Quero saber o que as universidades estão fazendo para melhorar esses jovens porque não adianta só a técnica, tem que ter a humanização, comprometimento com a sociedade e respeito ao outro”, destacou. “A universidade não é obrigada a dar a educação básica, isso vem de casa e essa realidade precisa mudar”, finalizou.