22 de Junho de 2018 | 18:03:01

11/03/2018 | Especiais / Saúde e Bem Estar

Médica destaca importância da campanha Março Marinho

Endoscopista do Hospital de Amor explica sobre o câncer de intestino e as formas de prevenção

Médica destaca importância da campanha Março Marinho

SAÚDE: A dra. Denise Guimarães é médica endoscopista no Hospital de Amor
Tininho Júnior

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A médica endosco­pista Denise Guimarães (CRM 141309), que atua no Hospital de Amor, destacou a importân­cia da campanha Março Marinho, em referência à prevenção do câncer colorretal. Ela explicou sobre as formas de pre­venção, o público mais suscetível, os fatores de risco e sintomas da do­ença no intestino.

O Diário: O que é a campanha Março Mari­nho?

Dra. Denise: Março é um mês mundial de pre­venção ao câncer de in­testino. Com esta opor­tunidade, nós criamos o Março Marinho aqui, que é um mês de pre­venção no hospital em Barretos e na regional daqui. Durante este mês, são várias atividades e eventos que vão recrutar as pessoas para fazerem a prevenção ao câncer de intestino e educar. A ideia é levar a informa­ção: por que é importan­te prevenir o câncer de intestino.

O Diário: De que for­ma é feita a prevenção?

Dra. Denise: Fazemos um teste de sangue ocul­to nas fezes. É uma cole­ta de fezes, a pessoa pega um kit, se preencher os critérios do prevenção ao câncer de intestino, leva para casa, coleta as fezes dentro desse kit e depois retorna para a gente fazer a análise. A ideia é ver se tem sangue oculto nas fezes, que é a primeira manifestação do câncer do intestino, que precede o câncer de intestino.

O Diário: Existe um público-alvo mais susce­tível para a doença?

Dra. Denise: É a idade entre 50 e 65 anos, a fai­xa etária em que fazemos a campanha. De prefe­rência, que não tenha sintomas, para fazer­mos a prevenção e não o diagnóstico. E que não tenha feito colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos últimos cinco anos. Que não tenha tido nem pólipos nem câncer do intestino nos últimos cinco anos. É realmente a prevenção do câncer do intestino.

O Diário: Para quais complicações a doença pode levar?

Dra. Denise: A pior das complicações, o pior cenário do câncer do intestino, é que ele é uma doença silencio­sa. Ele não se manifesta até atingir um estágio muito avançado. Aí, não tem mais tratamento curativo. O ideal é que a gente consiga detectar antes mesmo do apare­cimento, por exemplo, em um pólipo, que pode virar um câncer, lesões que podem evoluir para um câncer. Se a gente detectar antes que ocor­ra, conseguimos inter­romper a progressão do câncer e prevenir. Ou detectar em uma fase bem precoce, que ainda não tem manifestação, como por exemplo o sangramento, mas con­seguimos tratar de for­ma curativa.