18 de Outubro de 2018 | 16:06:33

20/04/2018 | Cidade / Geral

Banda Sepultura se apresenta pela primeira vez em Barretos amanhã

Em entrevista ao Jornal O Diário, Andreas Kisser avalia momento do metal na música brasileira

Banda Sepultura se apresenta pela primeira vez em Barretos amanhã

BANDA: Eloy Casagrande, Paulo Jr., Derrick Green e Andreas Kisser integram a Sepultura
Divulgação

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Pela primeira vez em mais de 30 anos de existência, a banda Sepultura, originada em Belo Horizonte, tocará em Barretos. Ícones do metal brasileiro, eles farão apresentação neste sábado no 16º Barretos Motorcycles. O show faz parte da turnê do disco mais novo Machine Messiah, que teve lançamento em janeiro do ano passado. Após passar por países do exterior e também no Brasil, a cidade está no roteiro do Sepultura. Confira mais na entrevista que o guitarrista Andreas Kisser concedeu à reportagem do Jornal O Diário:

O Diário: Qual a relação da banda com o público dos motociclistas?
Andreas Kisser: Temos relação com todos os tipos de público. É uma banda de 34 anos, que tem pelo menos duas gerações que passaram por estes anos. Em nossos discos, temos influências de músicas diferentes do mundo do metal, que diferencia o Sepultura de várias outras bandas, principalmente fora do Brasil. Nossa ‘nação’ de fãs é muito eclética, têm pessoas de várias idades. E  eventos de motociclismo, já fizemos alguns, em Mato Grosso, em Tocantins, e agora em Barretos. É uma galera que curte rock, o rock clássico, que é uma grande influência na música do Sepultura, que pode não ser tão rock, mas Black Sabbath, Led Zeppelin, Jimmy Hendrix, tudo faz parte da nossa raiz como músicos.

O Diário: Como você avalia o momento do metal e rock brasileiro em 2018?
Andreas Kisser: É um movimento sempre muito forte, independente de estar na mídia. O Brasil teve sempre uma mídia mais voltada a outros estilos musicais. Mas teve o que a gente chama de cena underground, onde o heavy metal e rock and roll sempre foram muito fortes. Hoje em dia, o metal, principalmente no Brasil, é muito forte e popular entre bandas, pessoas de fora vêm para cá. Estamos com uma cena de bandas nacionais muito forte, de vários estilos. Mulheres também participando mais da cena metal, fazendo parte de bandas e tocando instrumentos. É muito democrático, que incorpora outros estilos, o que deixa sempre muito interessante. Tenho um programa de rádio aqui em São Paulo, que se chama Pegadas de Andreas Kisser, da 89FM, com meu filho, Yohan, de 20 anos de idade, são seis anos que fazemos o programa. E abrimos 80 a 90% do espaço que temos ali para bandas nacionais, e nunca vi tanta coisa interessante e boa como está acontecendo neste momento. A mídia em geral vai ser sempre isso, com muito jabá, muita coisa forçada, mas o metal está sempre forte independente do que está rolando na grande mídia.

O Diário: Gostaria de deixar uma mensagem ao público?
Andreas Kisser: Fico feliz de levar o Sepultura para Barretos pela 1ª vez. Barretos tem esse carimbo da música sertaneja, mas o Brasil é isso, tem essa diversidade. Já tocamos em vários festivais diferentes, inclusive em um em São José dos Campos, que foi um rodeio e deu muito certo. E agradeço ao apoio de todo mundo.