20 de Outubro de 2018 | 20:44:18

16/05/2018 | Especiais / Empregos e Oportunidades

Professora destaca desafios para profissional formado em Serviço Social

Segundo docente do Unifeb, egressos da instituição têm conseguido índices de empregabilidade

Professora destaca desafios para profissional formado em Serviço Social

CURSO: Joice Sousa Costa é professora do curso de Serviço Social no Unifeb
Tininho Júnior

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A professora Joice Sousa Costa, que atua no curso de Serviço Social do Unifeb, destacou os principais desafios para o profissional formado na área. Segundo a do­cente, o assistente social graduado em Barretos costuma conseguir co­locação no mercado de trabalho. Joice também citou quais qualidades e competências são in­teressantes para o perfil de um candidato a in­gressar nesta graduação. A professora confirmou que o Unifeb está aberto para interessados em conhecer mais sobre o curso. Nesta semana, quando é comemorado o dia do assistente social (15 de maio), o cen­tro universitário reali­za atividades especiais voltadas para o curso, que continuam hoje e amanhã, a partir das 19 horas com simpósio e conferências.

O Diário: Quais ati­vidades desenvolve o profissional formado em Serviço Social?

Profª Joice: É im­portante não confun­dir Serviço Social com assistência social. O profissional que cursa Serviço Social se torna um assistente social e pode trabalhar na política de assistência social. A política de assistência social é so­mente um dos espaços sócio-ocupacionais do Serviço Social. Para ser assistente social, não é uma questão de carida­de, filantropia, como se costuma falar. O pro­fissional de Serviço So­cial trata justamente de acesso à garantia de direitos sociais. Direi­to à saúde, habitação, questões referentes à assistência e previdên­cia social. O espaço que este profissional ocupa hoje é muito amplo. Todas as políticas so­ciais, até mesmo na área de educação, ele está presente. O mercado de trabalho está em ampla expansão neste sentido. Você tem o trabalho de­senvolvido e a maneira com que este sujeito se emancipa, que se torne um verdadeiro cidadão e entenda seus direitos e deveres, tenha uma perspectiva transforma­dora deste mundo.

O Diário: Quais são os principais desafios para a carreira deste profis­sional?

Profª Joice: Os de­safios são próprios do mundo contemporâneo, então é se manter quali­ficado com capacitação profissional, que é mui­to importante, porque o assistente social tem que ter amplo conheci­mento de outras áreas para atuar nas políticas. Ele atua diretamen­te com outros profis­sionais, especialmente frente a uma regressão, de algumas políticas regressivas, mas nós temos o enfrentamento muito grande dentro da profissão para ga­rantia de qualidade dos serviços prestados aos nossos usuários.

O Diário: Os alunos formados em Serviço Social pelo Unifeb têm conseguido colocação no mercado de traba­lho?

Profª Joice: Os nos­sos alunos que saem do Unifeb, que têm o curso de Serviço Social presencial, que é muito importante garantindo qualidade com mestres e doutores, têm grande empregabilidade. São profissionais que saem daqui com uma visão de mundo muito di­ferenciada, uma visão crítica e que conseguem atuar de uma forma diferenciada de outros profissionais. O nosso número de egressos é bem grande e em diver­sas áreas. Por exemplo, a secretária municipal de Assistência Social (Carmem Bordalho) se formou no Unifeb, os egressos também estão na região, em tribunal de justiça, em São José do Rio Preto na área da saúde. Temos pro­fissionais que atuam em empresas privadas também, em ONGs, eles têm alto índice de em­pregabilidade.

O Diário: Quais com­petências e habilidades são interessantes para o candidato cursar Servi­ço Social?

Profª Joice: Tem que ser um profissional que gosta de estudar, porque fazemos várias leituras, temos um ar­cabolço teórico muito grande de construção de conhecimento. Um profissional que gosta de dialogar com outras pessoas e outros pro­fissionais. Que tenha interesse de entender um pouco como a gente chegou neste mundo atual, como ele foi se configurando. Além disso, que tenha a ca­pacidade de empatia, autoridade, de se co­locar no lugar do outro e entender a história de vida do outro, de ter curiosidade, que é a semente do conheci­mento.