21 de Novembro de 2018 | 16:24:47

22/06/2018 | Cidade / Diocese

Papa aponta para o ecumenismo: caminhar, rezar e trabalhar juntos

Ele participou da celebração dos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas

Papa aponta para o ecumenismo: caminhar, rezar e trabalhar juntos


Divulgação

Ampliar foto

O Papa Francisco esteve em Genebra, na Suíça, ontem para uma peregrinação ecumênica. Ele participou da celebração dos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas, no Centro Ecumênico. O Conselho foi criado depois da II Guerra Mundial.

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) é a maior organização mundial do movimento ecumênico, com o mais alto número de membros: são 345 comunidades cristãs de mais de 110 países, com exceção da Igreja Católica, e compreende reformados, luteranos, anglicanos metodistas, batistas, ortodoxos e outras Igrejas. Representa mais de 500 milhões de fiéis em todo o mundo, cuja sede é Genebra.

No Centro Ecumênico do CMI, realizou-se uma oração comum, com a participação de cerca de 230 pessoas – ocasião em que o pontífice pronunciou o primeiro discurso do dia.

No decurso da história, afirmou o papa, as divisões entre cristãos deram-se porque na raiz, na vida das comunidades, se infiltrou uma mentalidade mundana: primeiro cultivavam-se os próprios interesses e só depois os de Jesus Cristo. A direção seguida era a da carne, não a do Espírito. “Mas o movimento ecumênico, para o qual tanto contribuiu o Conselho Ecumênico das Igrejas, surgiu por graça do Espírito Santo”, recordou o papa.

A resposta aos passos vacilantes, prosseguiu o Santo Papa, é sempre a mesma: caminhar segundo o Espírito, purificando o coração do mal, escolhendo com obstinação o caminho do Evangelho e recusando os atalhos do mundo.

“Depois de tantos anos de empenho ecumênico, neste septuagésimo aniversário do Conselho, peçamos ao Espírito que revigore o nosso passo. (…) Que as distâncias não sejam desculpas!

É possível, já agora, caminhar segundo o Espírito. Rezar, evangelizar, servir juntos: isto é possível. Caminhar juntos, rezar juntos, trabalhar juntos: eis a nossa estrada-mestra.”

Unidade

Esta estrada tem uma meta concreta: a unidade. A estrada oposta, a da divisão, leva a guerras e destruições. “O Senhor pede-nos unidade; o mundo, dilacerado por demasiadas divisões que afetam sobretudo os mais fracos, invoca unidade.”

Francisco conclui seu discurso definindo-se um “peregrino em busca de unidade e de paz”. “Agradeço a Deus porque aqui encontrei irmãos e irmãs já a caminho. Que a Cruz nos sirva de orientação, porque lá, em Jesus, foram abatidos os muros de separação e foi vencida toda a inimizade: lá compreendemos que, apesar de todas as nossas fraquezas, nada poderá jamais separar-nos do seu amor.

Fonte: Vatican News