14 de Outubro de 2019 | 17:47:44

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13/10/2012 | Esporte / Crônica

Um centro de excelência para o esporte

Por Luiz Antonio Monteiro de Barros

Quando João Batista da Rocha inaugurou o Ginásio Municipal de Esportes na década de 60 era uma unidade moderna. Grandes jogos foram disputados, certames estaduais e um inesquecível torneio de basquete masculino, com times do Palmeiras, Franca e Monte Líbano.

Mas, desde sua origem, o Rochão era um espaço de multiuso, aberto até mesmo para "desfile de moda, shows musicais e o fantástico e competitivo concurso da rainha da Festa do Peão".
Em termos sociais e econômicos, o uso do Rochão para formaturas e eventos culturais, além de esportivos, indicava a própria dinâmica comunitária. O problema foi sua incapacidade crescente de servir para "formação de equipes competitivas". Nada contra o geral, mas tudo contra o específico.

Quando a prefeitura fez a desapropriação do clube “Casa Grande”, assessores do executivo estiveram com professores e técnicos da APAB avaliando o lugar para instalação de um centro de excelência para o esporte.
As dificuldades políticas e econômicas impediram que - apesar da boa vontade e visão estratégica dos assessores do prefeito Emanoel Carvalho - o plano fosse implementado. Ainda hoje, a área não conseguiu cumprir integralmente sua função social, perdendo a cidade um projeto olímpico estratégico.
O projeto deve ser retomado agora.

Primeiro, porque o Rochão não consegue atender nem mesmo a agenda fixada pela FPB, sempre ocupado por eventos diferentes. Segundo, porque o “Casa Grande” continua exigindo investimento de formação e excelência. Terceiro, porque Barretos deve estabelecer um plano de incentivo ao esporte, atendendo à demanda de uma juventude de corpo são e mente sã.
Como disse Arendt, "onde os melhores perdem a esperança e os piores, o temor", poucas saídas restam, entre elas a violência. Ao contrário, a retomada da esperança requer planejamento para um desenvolvimento sustentável, para ações de incentivo ao esporte e de práticas com técnica e condicionamento físico.

O momento é adequado e oportuno.
Assim como o projeto hípico no “Recinto Paulo de Lima Corrêa” está sendo viabilizado, nada impede que o “Casa Grande” venha a ser o projeto de excelência do basquete feminino barretense.
Se escutarmos Jurandir Freire Paixão, entre outros, podemos jogar fora a "chave dos bobos" e tentar viver outras felicidades menos tolas e infelizes.

Luiz Antonio Monteiro