18 de Julho de 2018 | 00:19:26

13/07/2018 | Opinião / Opinião Aberta

O empreendedor polivalente

Por Bruno Caetano

Comandar o próprio negócio é um desafio constante. O empreendedor é exigido em inúmeras frentes: tem de apresentar um produto ou serviço de qualidade, vender a preço justo e lucrativo, oferecer bom atendimento, superar a concorrência, inovar, além de se mostrar um gestor competente no que diz respeita a planejamento, controle das finanças, trato com funcionários, entre outros tantos aspectos.

Há aqueles que acumulam a tarefa de tocar o empreendimento com o emprego. Tal situação ocorre por ser a forma encontrada para obter uma segunda renda ou porque o negócio ainda não proporciona receita suficiente para o dono viver exclusivamente dele. Independentemente da razão, é certo que esse empreendedor tem de se desdobrar para dar conta do recado e está submetido a uma carga de trabalho mais pesada do que a convencional. Ao mesmo tempo, tem a compensação de saber que constrói algo seu. 

Para assumir a dupla jornada, disciplina e organização são requisitos essenciais. O empreendedor deve ter a capacidade de manter a concentração nos seus afazeres como empregado e só virar a chave para cuidar do seu negócio fora do expediente (certamente ele não gostaria que um funcionário seu se ocupasse com atividades alheias durante o serviço). Desperdiçar tempo? Nem pensar! Eficiência é a tônica aqui.

Força de vontade também é condição fundamental. Se administrar uma empresa já é puxado, se dividir com outra ocupação impõe uma cota de sacrifício ainda maior (melhor se acostumar com a ideia de não fins de semana livres).

Os problemas vão surgir e em muitos momentos o empreendedor não vai estar disponível para resolver. Há horas em que tudo parece caótico e só com muita determinação será possível aguentar o tranco.

É provável que ele precise de ajuda, tendo de encontrar alguém de confiança para assumir o negócio na sua ausência. Daí a importância de saber delegar.

A recompensa pode não ser imediata, mas nenhuma dificuldade é capaz de superar a alegria de, após tanto esforço e dedicação, ver o negócio dar certo, ganhar dinheiro e se realizar.

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP