18 de Julho de 2018 | 00:17:45

13/07/2018 | Especiais / Guia Cultural

Escritor elogia Antologia Solidária e incentiva a leitura

Menalton Braff participa do lançamento do livro que ajudará o Fundo Social

Escritor elogia Antologia Solidária e incentiva a leitura

ESCRITOR: Menalton Braff atendeu a imprensa na biblioteca municipal
Tininho Junior

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O escritor Menalton Braff participou do lançamento do livro Antologia Solidária Especial na noite da última quarta-feira em Barretos. Vencedor do prêmio Jabuti, o gaúcho de Taquara classificou como genial a ideia da barretense Sada Ali, quem ele chamou de “fada” devido à iniciativa, que reuniu textos de autores voluntários para a publicação do livro. O valor obtido com a venda dos livros será revertido para o Fundo Social de Solidariedade. O Antologia Solidária Especial conta com o apoio da secretaria municipal de Cultura e da editora Pirapora.

LIVRO
Durante o atendimento à imprensa na biblioteca municipal, Braff destacou a importância de reunir diferentes trabalhos em um único livro.  “Os conteúdos são bastante variados, de bom nível. Vários gêneros, que coabitam, porque foram autores convidados de vários gêneros. Quem escreve ensaio, nem sempre escreve conto. Quem escreve conto, nem sempre escreve crônica.  E assim por diante. É justificável e foi uma boa ideia”, explicou.

INICIATIVA
Sobre a iniciativa da também escritora Sada Ali, Menalton Braff elogiou a ação que tem como objetivo ajudar o próximo. “A ideia é de alguém que está preocupado com a sociedade, numa época de individualismo exacerbado. Alguém pensar no terceiro, no outro, isso é uma demonstração de bom caráter. A Sada cumpriu parte da missão dela na Terra de uma maneira muito gloriosa”, disse.

DESAFIO
O escritor gaúcho afirmou que é possível fazer com que o livro atinja um maior número de pessoas. Segundo Braff, biblioteca é diferente de “depósito de livros”. “Existe uma possibilidade tão grande de possibilidades, de medidas e outras grandes. Uma política de Estado, e não de governo, muito forte na formação de bibliotecas. Não aquela onde jamais uma criança vai entrar, jamais uma pessoa da periferia vai entrar. Ter uma biblioteca central, mas ter uma onde para trabalhador que jamais vai ao Centro. Já muito depósito de livro com o nome de biblioteca, com porta chaveada e 'aqui ninguém entra, ninguém vai sujar e rasgar meus livros'. Livro na prateleira é livro morto, ele tem que estar nas mãos das pessoas”, explicou. Outra forma que Menalton Braff vê do livro chegar a mais pessoas é numa iniciativa das próprias editoras. “Toda vez que edita um livro no formato caro, editar um em papel jornal, capa simples de uma cor só, sem trabalho exagerado no miolo e muito mais barato. Alguém já falou nesta possibilidade, quando a editora lançar duas versões”, complementou o escritor.

Autores selecionados para a edição literária:
Adalgisa Borsato (“Nas rédeas do tempo”)
Adriana Queiroz (Começo de um fim)
Ahmad Serhan Wahbe (O Maior dos Sentimentos)
Fátima Simamura (Barretos, eu estava lá)
Gabriela Junqueira (Vida: amores, encontros e desencontros)
Gazi Abon Ali, em memória (Sonhos, fantasias e realidade)
Glaucia Chiarelli (Um Mensageiro Contou)
Júlia Helena Souto (Anjo ou Demônio)
Karla Armani Medeiros (Praça São Sebastião: denominação popular, afetiva e histórica)
Luciano Andrade (Seleção de Poesias)
Luiz Antonio Batista da Rocha (Oração às Mães)
Marcos Valério Diamantino (A Prenda)
Maristela de Oliveira Zanon (Composições)
Raquel de Mattos (Sidcley e o Futebol)
Renata Romani de Castro (A Princesa e o Super-Herói)
Rosa Carneiro (Tudo pode acontecer)
Samir Abrão Filho (A Noveleira)
Shirley Spaolonsi Pignanelli (Apenas um garotinho)
Uilian Gonzales (Onofre)
Washington Luis de Resende (Em priscas eras)