18 de Julho de 2018 | 00:16:47

13/07/2018 | Esporte / Crônica do Esporte

Perdemos para nós mesmos

Por Patrício Augusto

A Copa do Mundo da Rússia está chegando ao fim e sem o Brasil na final. Apontada entre as favoritas nossa seleção claudicou nas quartas de final numa derrota para a Bélgica que não dá para engolir. Deu tudo errado. Perdemos para nós mesmos. Logo no início da partida três “bolas boas” e três gols perdidos.

Sem Casemiro e com a volta de Marcelo na ala esquerda o time se desorganizou completamente, com uma “avenida” num dos flancos e a perda da proteção da defesa e a saída de bola, já que Fernandinho não deu conta do recado. Sua atuação foi um verdadeiro desastre que influenciou todo conjunto.

Paulinho foi péssimo, Neymar, Coutinho, Willian e Gabriel Jesus foram ridículos. Para agravar Tite mexeu errado no intervalo mantendo Jesus e só colocando Douglas com a bola rolando na etapa complementar, quando o time resolveu “acordar”. O placar era 0 x 2 e depois entrou também Renato Augusto que diminuiu e teve outra chance de marcar, mas perdeu “o gol feito”, como Coutinho o fez também.

Aí veio o desespero, o tempo passou “a banda foi embora” e ficamos sem música. É certo que foi menos doloroso que o Sete a Um de quatro anos atrás, mas também frustrante, pois levar esta Copa fraca “seria uma manteiga”. Mas, é bom lembrar que estávamos ressabiados, pois nos jogos anteriores, principalmente na primeira fase, tivemos muitos, muitos erros de passes e jogadores sumidos, “se escondendo do jogo”, com um futebol discreto e sem brilho, como este cronista havia pontuado.

A classificação em primeiro lugar para a fase do “mata ou morre” camuflou nossos sucessivos erros. Mesmo depois vencendo bem ao México, no nosso melhor jogo e que nos fez pensar que seria ainda melhor contra Bélgica, para credenciar-nos a seguir em frente, vimos que a Seleção Brasileira após Tite assumi-la nas Eliminatórias não convenceu e não foi a mesma na Copa. Ficou longe, muito longe. Não é Adriano Vieira?

Agora é ver a final em que a França é favorita contra a Croácia, afinal o time do croata – barretense Boian Petrov fez um jogo mais – soma de três seguidas prorrogações, inclusive duas decididas nos pênaltis. O cansaço pode ser fatal, mas estou torcendo para que o time da bela presidente Kolinda Grabar-Kitarovic, vença e bem.

Patrício Augusto é jornalista