18 de Novembro de 2018 | 06:22:51

20/07/2018 | Especiais / #ProsperaBrasil

João Doria desmente intenção de disputar presidência e declara apoio ao agronegócio

Pré-candidato do PSDB abre série de sabatinas do projeto #Prosperabrasil

João Doria desmente intenção de disputar presidência e declara apoio ao agronegócio

POLÍTICA: João Doria é o candidato do PSDB ao governo paulista
Divulgação

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Nascido em São Paulo em 16 de dezembro de 1957, João Doria Júnior é filho de João Doria e Maria Sylvia Vieira de Morais Dias Doria. Teve sua infância dividida en­tre França e Brasil, mas aos 13 anos já estava trabalhando em empre­sas brasileiras. Filiado ao PSDB desde 2001, foi o escolhido para concorrer a eleição municipal de São Paulo, em 2016, vencendo Fernando Haddad no 1° turno. Es­teve à frente da prefeitura por 1 ano e meio e agora é pré-candidato do PSDB ao governo paulista.

O Diário: Quais os pro­jetos para o interior do Estado especificamente para nossa região?

João Doria: Primeiro o apoio integral ao agro­negócio e agrobusiness. Essa é a grande força de Barretos e região, com­pusemos um grupo de trabalho liderado pelo ex-ministro da Agricul­tura Roberto Rodrigues que é homem do campo. Esse grupo de trabalho vem desenvolvendo toda proposta para nossa po­lítica do agronegócio no Estado de São Paulo. Vamos estudar com esse grupo do agro o Parque Tecnológico de Barretos que é uma ideia antiga que não foi concretizada e nós estamos avaliando como fazê-la com apoio do governo do Estado, mas com investimento privado de empresas que acreditam no agronegó­cio e possam implemen­tar essa ideia e fazer de maneira mais rápida, efetiva e sustentável. Te­nho muito carinho por Barretos e região e digo às pessoas para que não percam a esperança no Brasil, lutem para fazer valer o seu voto no pró­ximo dia 7 de outubro.

O Diário: No plano da Educação, quais são as prioridades?

João Doria: Nesse as­pecto, vamos priorizar a implantação da Fatec em Barretos que é um bom programa do Governo do Estado e será focada especialmente em cursos técnicos que contribu­am com o agronegócio prioritariamente e com­plementarmente para indústria e setor de ser­viços e de comércio. As Etecs e Fatecs proporcio­nam aos que frequentam seus cursos oportunidade de empregabilidade. An­tes de completarem os cursos, os alunos na sua maioria já são contrata­dos pelas empresas de­vido à qualidade técnica do ensino proporciona­do. É um ensino gratuito e de altíssima qualidade, então essa será uma no­vidade em relação à ci­dade de Barretos.

O Diário: Temos um grande gargalo com rela­ção à Santa Casa. Qual o projeto para área de saú­de nesse sentido?

João Doria: O problema da Santa Casa de Barre­tos é que está vivendo uma gravíssima crise fi­nanceira e está sob inter­venção. Esse problema se repete em várias ou­tras cidades do Estado de São Paulo, mas há exce­ções especialmente onde acontece uma boa admi­nistração. Quando a ges­tão é ruim ou mal feita, o funcionamento dessas Santas Casas fica teme­rário e gera um enorme prejuízo. Sai muito mais barato comprar insumos e medicamentos para Santas Casas quando elas podem atuar consor­ciadamente e por região. Não é o caso de ter todas do Estado, mas algumas regiões, facilita muito o volume de aquisição, gera redução de custos, economia e agilidade de processos e a melhoria da qualidade da gestão. Óbvio que isso vai exi­gir investimentos do Go­verno do Estado através da Secretaria da Saúde e que haverá disposição de realizar esses inves­timentos, porque a saú­de é prioridade absoluta numa gestão responsável de governo.

O Diário: Existem espe­culações na imprensa de que o senhor tem von­tade de disputar a pre­sidência da República e não o governo paulista. O senhor pode esclarecer sobre isso?

João Doria: Eu sou can­didato ao governo do Es­tado de São Paulo e apoio Geraldo Alckmin à presi­dência da República e o PSDB só tem um candi­dato à presidência que é o ex-governador. Eu não tenho dúvida em apoiar, aliás faço isso ao realizar uma boa pré-campanha ao governo paulista já que nosso Estado tem o maior colégio eleitoral do país com 33 milhões de eleitores, sendo ¼ de todo eleitorado brasilei­ro concentrado. Só há um candidato do PSDB à presidência da República que é o ex-governador Geraldo Alckmin.

O Diário: A impressão que a candidatura de Al­ckmin ainda não deco­lou. Qual a análise do se­nhor sobre essa questão?

João Doria: Ainda há tempo para o crescimen­to da candidatura do Ge­raldo Alckmin. Eu tenho certeza que capaz como é, profundo conhecedor de processos eleitorais com mais de 40 anos de vida pública, saberá con­duzir sua campanha para crescer e ganhar muscu­latura e disputar o se­gundo turno das eleições presidenciais.

O Diário: Qual o posi­cionamento do senhor a respeito da polêmica na Assembleia quanto à proibição do embarque de animais vivos?

João Doria: O meu po­sicionamento é o opos­to do atual governador Márcio França. Eu en­tendo que os animais não devem ser maltratados, mas proibir a exporta­ção de animais vivos é ir contra o mercado, contra os princípios que regem o mercado mundial. Não há nenhum problema no transporte de animais vivos brasileiros para ex­portação e isso acontece no mundo todo. Isso não significa que os animais ao serem transportados serão maltratados. Não faz nenhum sentido es­tabelecer essa proibição que, além de inadequada e inócua, provocaria um enorme prejuízo para o setor do agronegócio brasileiro especialmente para o interior do Estado de São Paulo. Minha po­sição é de que a exporta­ção deve continuar com os cuidados devidos com a fiscalização e o contro­le sanitário.