12 de Dezembro de 2018 | 10:15:02

09/08/2018 | Especiais / #ProsperaBrasil

Márcio França promete alternativa para Fatec provisória em Barretos

Governador e candidato do PSB aborda desconhecimento de eleitor e escolha da vice

Márcio França promete alternativa para Fatec provisória em Barretos

ELEIÇÃO: Márcio França disputará a eleição a governador do Estado pelo PSB
Tininho Junior

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O governador e candidato do PSB, Márcio França prometeu buscar alternativas para instalação provisória da Fatec (Faculdade de Tecnologia). Ele confirmou que os recursos para a construção foram usados em outra unidade, mas se prontificou a intermediar diálogo com a direção do Centro Paula Souza.

O Diário: O senhor tem sido muito cobrado sobre a Fatec. Qual a alternativa para instalar em Barretos?
Márcio França: Alguns anos atrás o governador Alckmin fez autorização da Fatec, mas o município não encontrou um imóvel para instalação e dar ao Estado. Com isso, o recurso não está mais guardado e foi usado em outra Fatec. O que me falaram é que encontraram escola estadual que estaria disponível para se fazer uma unidade provisória. Vou falar então com a presidente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, e se autorizar vamos usar esse prédio para instalação provisória até que seja construída a definitiva.

O Diário: Um projeto na Assembleia Legislativa afeta muito a exportação de gado vivo. Qual o posicionamento do senhor sobre isso?
Márcio França: A Assembleia Paulista tem 94 deputados de todas as  tendências e partidos. Quando aprovam projetos de maneira unânime eu não veto. No caso do embarque de animais vivos, eles ainda não votaram. Quando exporta o gado vivo, naturalmente exporta o emprego, se o gado fica aqui o emprego fica também. É como se começasse a exportar a cana-de-açúcar para que as pessoas transformem em outro país a cana em álcool e açúcar. Esse assunto está na Assembleia, resolveram não votar até a eleição e isso é muito bom. Sou um apaixonado por animais, criei uma subsecretaria específica só para defesa animal.

O Diário: E a questão sobre a caça do java porco? Qual o posicionamento?
Márcio França: Os 94 deputados votaram a favor e mandaram para eu sancionar. Estamos regulamentando essa semana e permitindo que seja feito o controle, que é necessário. Só não pode ser feito como caçada esportiva, nem colocar anúncio em jornal para que as pessoas usem armas sem autorização, fazendo disso uma atração turística como se fosse normal ver a violência desses animais. Sabemos que precisa ter controle e que não é correto um animal que não tem origem nacional estragar plantações. Foi assim a intenção do projeto de lei e a regulamentação vai permitir  o controle autorizado pelo Estado com a parceria dos privados. Desse jeito não prejudica o agronegócio.

O Diário: Quando o senhor esteve aqui em julho disse que era uma figura pouco conhecida. Qual a estratégia para que isso não seja um adversário na campanha?
Márcio França: De alguma forma é um adversário, mas por outro lado as pessoas ficam conhecidas na política por se meterem em coisas erradas. Olhe o passado de cada candidato e veja quem está na Lava Jato. Eu não estou, tenho 38 anos de vida pública  e não respondo processo criminal. Na minha cidade, São Vicente, fui reeleito prefeito com 93% dos votos e uma cidade três vezes maior que Barretos. Lá eu  sou uma pessoa conhecida. Eu tenho que vencer o desconhecimento  e isso vai começar de verdade na televisão no horário político. Com o tempo as pessoas vão me conhecer e se gostarem de mim farão a opção.

O Diário: O senhor tem mais de 10 partidos na base aliada. Como não lotear o governo?
Márcio França: Hoje o governo já tem vários partidos desde o tempo do PSDB, com o governador Alckmin, temos 7 partidos que estão ocupando cargo. Não há problema de ter vários partidos e sim como conduzir esses partidos. Eu sou do PSB e mesmo agora não governo na plenitude, peguei um governo na metade e não poderia apertar um botão, parar tudo e fazer do meu jeito. Eu gostaria de criar oportunidade para as pessoas como eu tive na minha vida. Isso é possível. O Brasil precisa de líderes. No caso dos caminhoneiros, o Brasil inteiro parou e cadê os políticos? Eu botei a cara e tenho obrigação de fazer isso. Eu sou pago por todos vocês para ajudar a conduzir as soluções que passam por São Paulo. A partir da nossa solução acabou dissolvendo a greve em todo país. Se não for para decidir  ou ser rápido, não me chama. Eu tenho certeza que as pessoas quando tiverem o grau de comparação vão poder escolher aqueles que acharem que é melhor para São Paulo.

O Diário: Como o senhor vê a força da mulher na política?
Márcio França: Todo mundo quer defender a mulher, mas não reparte. Em nosso caso, temos uma vice e uma senadora que é a atleta olímpica Maurren Maggi. A vice é a coronel  Eliane Nikoluk da Polícia Militar, uma das mais homenageadas, casada com um coronel e cujo pai foi assassinado em um evento policial. Ela prometeu a ele que faria a carreria dele e fez de forma brilhante. Vai ser a primeira vez que o Estado de São Paulo terá uma vice-governadora o que é importante para reafirmar que temos que dividir os espaços com as mulheres.

O Diário: Qual a estratégia em escolher uma vice da Polícia Militar?
Márcio França: O partido maior da minha coligação escolheu uma vice mulher, coronel da Polícia Militar e que tem uma história linda. Tinha outras opções, mas todos partidos decidiram que ela seria a melhor representante, é preparada, valente, fiquei muito contente e para mim é uma honra.