18 de Outubro de 2018 | 15:29:27

12/08/2018 | Especiais / Saúde e Bem Estar

Médica infectologista explica principais aspectos da gripe H1N1

Dra. Aline Gonzalez destaca sintomas, complicações comuns e formas de prevenção da doença

Médica infectologista explica principais aspectos da gripe H1N1

SAÚDE: A médica Aline Gonzalez é infectologista em Barretos
Divulgação

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A médica infectologista Aline Gonzalez (CRM 148977) explicou o que é a gripe H1N1, os principais sintomas e sinais da doenças, as complicações mais comuns, além da forma de prevenção. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a cidade teve neste ano 24 notificações, sendo oito positivos para o H1N1. A médica barretense alerta que atitudes simples podem ser importantes no combate à doença. Confira mais na entrevista:

O Diário: O que é a gripe H1N1?
Dra. Aline: É uma doença causada pelo vírus Influenza A H1N1, uma mutação do vírus da gripe, porém mais forte do que aquela que nós estamos acostumados. Essa gripe é transmitida da mesma maneira que a gripe comum, por meio de secreção das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos após contato com o agente. Mas os seus sintomas são mais fortes e repentinos, se não tratados logo no início, podem levar a pessoa a óbito. A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e no Sudeste do Brasil.

O Diário: Quais os principais sinais e sintomas da doença?
Dra. Aline: Infecção aguda das vias aéreas com quadro febril (temperatura maior que 37,8º). A febre geralmente é mais acentuada em crianças, calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta, dores nas articulações, nariz entupido ou saída de secreção nasal em abundância, tosse seca, rouquidão, olhos vermelhos e em alguns casos náuseas, vômitos e diarreia.

O Diário: Qual a complicação mais comum?
Dra. Aline: A complicação que mais frequentemente leva à hospitalização e à morte é a pneumonia, que pode ser causada pelo próprio vírus ou por infecção secundária bacteriana.

O Diário: Qual o público mais suscetível para a doença?
Dra. Aline: Grávidas e puérperas até 45 dias após o parto, adultos maiores que 60 anos, crianças menores que 5 anos, população indígena aldeada, paciente com doenças no pulmão (incluindo asma), pacientes com doenças no coração (excluindo paciente que apresente somente pressão alta),
pacientes com doenças nos rins e no fígado, pacientes com doenças no sangue, paciente com diabetes mellitus, transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de broncoaspiração (exemplo: AVE - acidente vascular encefálico, Síndrome de Down, epilepsia), imunossupressão associada a medicações, cânceres (neoplasias), HIV/AIDS e outros. E obesidade (IMC > ou igual a 40 em adultos).

O Diário: Quais os grupos prioritários para a vacinação?
Dra. Aline: Crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias), trabalhador da saúde, professores, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e pacientes portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais já citadas acima.

O Diário: Como deve ser feita a prevenção?
Dra. Aline: Para a redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção: vacina (direcionada especificadamente aos grupos de maior vulnerabilidade e com maior risco para desenvolver complicações), frequente higienização das mãos, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não compartilhar objetos pessoais (talheres, copos, garrafas, escovas), manter os ambientes bem ventilados, evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de Influenza, evitar aglomeração e ambientes fechados e adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.