22 de Setembro de 2018 | 16:04:14

14/09/2018 | Especiais / #ProsperaBrasil

João Amoêdo defende voto útil e critica conduta de grandes partidos políticos

Candidato é fundador do Partido Novo que não recebe dinheiro público para campanha

João Amoêdo defende voto útil e critica conduta de grandes partidos políticos

ELEIÇÃO: João Amoêdo disputará a eleição a Presidência da República pelo Novo
Divulgação

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O candidato à Presidência da República, João Amoêdo (Novo), defende o voto útil na eleição de outubro. Segundo ele, o importante é escolher o melhor  do ponto de vista do eleitor e do brasileiro quer quer mudança, e não do ponto de vista do político. Na quarta-feira (12), Amôedo recebeu em seu escritório em São Paulo, a equipe do Grupo Monteiro de Barros. Abaixo alguns trechos da entrevista com o presidenciável

O Diário: O senhor é executivo do mercado financeiro e disputa a eleição pelo partido Novo. Qual seria sua prioridade número 1 caso seja eleito?

João Amoêdo: Eu entendo que as pessoas querem renovação na política e tem uma série de coisas que devem ser feitas. Primeiro é colocar o Brasil na rota do crescimento. Temos 13 milhões de pessoas desempregadas e cerca de 5 milhões que nem procuram mais emprego. O brasileiro empreendedor e trabalhador precisa ter a liberdade para montar seu negócio com menos burocracia, menos licenças e carga tributária menor.

O Diário: O agronegócio é um destaque na economia brasileira. Como seriam os subsídios ao setor no seu governo?

João Amoêdo: O agronegócio é o nosso segmento mais competitivo. O que tem atrapalhado é a infraestrutura brasileira como a de transporte, tem pouco investimento em hidrovias e ferrovias e todo escoamento fica comprometido. A questão dos subsídios, a medida que a taxa de juros está caindo e a gente tem mais competição bancária, passa a ser quase que desnecessário como funciona em vários países do mundo. O que me incomoda no subsídio é quem está pagando a conta,no caso do Brasil, são sempre os mais pobres e necessitados.

O Diário: Qual a posição do partido Novo e do senhor pessoalmente sobre o aborto?

João Amoêdo: Nós do Novo entendemos que é importante respeitarmos a decisão do cidadão. O Novo tem como seus principais valores a defesa da liberdade com responsabilidade. Entendemos que uma Nação para ser próspera precisa ter liberdade econômica. Mas existem aspectos comportamentais que não deveriam ter influência do partido, questões delicadas como a do aborto. Os nossos mandatários e candidatos têm liberdade de se definir a favor ou contra o aborto. Eu me coloco contra o aborto, a não ser nos casos previstos em lei.

O Diário: O que o senhor pensa do Programa Mais Médicos e sobre plano de carreira para médicos no serviço público?

João Amoêdo: O Mais Médico  resolve um pouco o problema da falta de médicos, mas o grande problema não é necessariamente a falta de profissionais. O que falta muitas vezes é estrutura adequada, postos de saúde funcionando e equipamentos. Tudo isso faz com que a medicina fique muito comprometida e as condições de trabalho sofríveis.  Eu gosto da ideia de ter um plano de carreira e poderíamos usar mais os médicos na gestão dos hospitais, eles são os maiores interessados e teriam maior autonomia com resultados muito melhores.


O Diário: Qual a proposta do senhor para desenvolvimento de cidades médias como Barretos?

João Amoêdo: Muito se fala no Brasil mas nunca foi feito a transferência de  mais poder para os Estados e municípios. É na cidade que a pessoa mora, sabe das necessidades. O Brasil é um país muito diverso, com necessidades e características diferentes em diversas regiões e ninguém melhor que o cidadão, prefeito e vereadores, para identificarem essas necessidades.  O cidadão mais perto pode fiscalizar melhor a aplicação das verbas, criando um ambiente menos propício à corrupção. Para fomentar as cidades, acreditamos na liberdade econômica para o pequeno e médio empreendedor.

O Diário: O que o senhor pensa sobre o rodeio?

João Amoêdo: Eu acho uma atividade normal que funciona e incentiva bem o turismo e não vejo problema nenhum. O que o governo deveria ter feito com relação ao turismo é incentivar a segurança. Como temos um país muito violento acaba  restringindo a vinda de pessoas de fora para o Brasil. E nosso potencial como a Festa do Peão de Barretos e uma série de outras atividades poderiam ter uma exposição diferenciada mesmo já sendo sucesso.

O Diário: É possível governar o Brasil sem base  de sustentação no Congresso?

João Amoêdo: Com essa base de sustentação que temos, não conseguimos fazer as mudanças necessárias.  São políticos que estão lá para se perpetuar no poder. As mudanças necessariamente terão que ser feitas por outros políticos e precisamos renovar as pessoas que estão no Congresso. É óbvio que uma negociação posterior necessita ser feita, abrir com propostas, dialogar e explicar. O que não podemos mais é fazer a mesma negociação ultrapassada do “toma lá da cá”, entrega de cargos em ministérios, estatais e outras coisas que não estão funcionando. Pretendo, se eleito, implementar uma nova forma de diálogo.

O Diário: O senhor critica os privilégios e disse que fechará o Palácio da Alvorada para transformar em museu. Acha essa alternativa realmente viável?

João Amoêdo: Eu não acho razoável alguém que se tornou um funcionário público, que tem o dever de servir a mais de 200 milhões de brasileiros morar num Palácio, ter chef de cozinha e alguém para cortar o cabelo. Não funciona assim na vida normal. Eu sempre trabalhei na iniciativa privada, fui presidente de empresas e não tinha nada disso.  Que exemplo estamos dando para o cidadão brasileiro que trabalha 153 dias por ano só para pagar imposto e dizer que aquele dinheiro está pagando esse tipo de mordomia? De fato eu gostaria de morar em uma casa ou apartamento confortável com segurança e sem esse exagero. E transformar o palácio  num museu para que seja mais um ponto turístico da região.

O Diário: O que o senhor mudaria no sistema eleitoral brasileiro?

João Amoêdo: A primeira delas é o fim do dinheiro público em campanhas, acabar com  o horário eleitoral gratuito e tempo de televisão que não tem nada de gratuito e é dinheiro que sai do nosso bolso. Temos as mídias sociais e não tem motivo de gastar esse dinheiro. O voto também deveria ser facultativo as pessoas que devem decidir se querem se ausentar do processo ou não e assumirem a responsabilidade por isso. De fato precisamos de um processo democrático, hoje os debates na televisão são feitos através de uma cláusula que só podem ir aqueles que tem cinco deputados federais, mas como faz com um partido que está começando? Se a população quer renovação, quer gente e ideias novas, quem está participando a primeira vez não teria como ter deputados.


O Diário: O que aconteceu com o Brasil nos últimos em que a  maioria dos partidos está envolvida em escândalos de corrupção?

João Amoêdo: Foi uma sequência de atos. Nós como brasileiros nos afastamos muito da política,  dando espaço para as pessoas se perpetuaram no poder. Na competição, os partidos deixaram de ser opositores e se tornaram concorrentes. Vemos práticas do PT e PSDB muito similares, gente investigada, condenada e sendo presa sem ser expulsa do partido. O sistema fez com que as pessoas corrompessem e privilegiassem os que lá estão. Isso que precisamos mudar só a sociedade muito unida poderá fazer essa mudança.

O Diário: Qual a meta do Novo nessa eleição?

João Amoêdo: O principal objetivo é fazer as mudanças necessárias e isso passa por base de apoio parlamentar que defenda essas pautas. Estamos com expectativa de chegar a uma bancada relevante no Congresso com 30 eleitos, temos boas aceitações e estamos perseguindo essa meta. Serão pessoas representando uma instituição de fato e não terão agendas individuais. Serão blocos com ideias, princípios e valores para reformar a política brasileira. É hora de fazer o voto útil do ponto de vista do eleitor e do brasileiro quer quer mudança e não do ponto de vista do político.