15 de Dezembro de 2018 | 00:26:37

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13/10/2018 | Opinião / Editorial

Conta política nas urnas barretenses

O pleito mostrou que conta política não é matemática pura

A conta matemática não fecha para os tucanos em Barretos. Nada estranho, caso o executivo não fosse comandado pelo partido. Como entender que na 21a zona eleitoral João Doria teve 16.003 votos para o governo, Mara Gabrilli obteve 14.956 para o senado, e Geraldo Alckmin 5.855 votos para presidente?

- O fenômeno não foi local, mas estadual. As candidaturas tucanas descolaram do ex-governador e atual presidente nacional do partido.

Entretanto, se o efeito geral é "justificado", o particular requer análise mais significativa, porque envolve a gestão municipal. A conta começa a não fechar quando se percebe a ausência de articulação para a disputa parlamentar.

O tucano mais votado para estadual foi Marco Vinholi, com 928 votos. Não foi eleito. O concorrente para federal com maior votação foi Floriano Pesaro, com 505. Não foi eleito. Bruna Furlan levou 312 votos e conseguiu cadeira em Brasília. Analice Fernandes obteve 66 votos em Barretos e assegurou vaga na bancada tucana em São Paulo.

Todas as explicações políticas tucanas podem ser claras, categóricas e amplas, inclusive observando aspectos de coligações, alianças de governabilidade e estratégias eleitorais. Mas todas as justificativas encontram enormes dificuldades para fechar "a conta política".

Por não ser candidato a reeleição em 2020, Guilherme Ávila tem disponibilidade mais para assumir cargo de 2o escalão com João Doria do que qualquer outra ambição eleitoral. Porém, mais dois anos com Márcio França no Palácio dos Bandeirantes tem pouquíssimas chances de fazer seu sucessor.

O pleito mostrou que conta política não é matemática pura, mas cálculos números de diferentes interesses, jogos e teorias.