23 de Outubro de 2019 | 03:16:39

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24/10/2012 | Esporte / Crônica

Os 72 anos do Rei Pelé

Por Adelaide Lavanini

Pelé chegou aos 72 anos (muito bem vividos) nesta terça-feira 23. Dono de marcas expressivas, de dribles e momentos inesquecíveis, o Rei do Futebol tem vários motivos para comemorar.

Três títulos de Copa do Mundo, dois Mundiais de Clubes e 1281 gols. É de longe o maior nome já pronunciado, lembrado e também criticado no futebol brasileiro e do exterior. Alguns jogadores quando aparecem no cenário com talento e dom diferenciados chegam a ser chamados e intitulados como o próximo Pelé.

Foi assim com Messi, Neymar, Robinho, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, o próprio Maradona e tantos outros que se destacam, mas não chegam aos pés do eterno Menino da Vila. Os recordes estabelecidos pelo gênio dos gramados, como por exemplo, as  3 Copas do Mundo, não serão alcançados por nenhum atleta na Copa de 2014.

Os 1281 gols também são uma marca gloriosa. Para chegar aos mil gols, de acordo com suas próprias contas, Romário precisou jogar até os 41 anos. Pelé alcançou a meta aos 29. Outras marcas são também expressivas como 58 gols em um Campeonato Paulista ou conquistar uma Copa do Mundo com apenas 17 anos.

Após tantos anos, Pelé continua venerado, idolatrado, querido e respeitado por onde passa quer seja no Brasil ou fora do país. E, sempre com a mesma simpatia, calma e tranquilidade de quando entrava no campo, concedia entrevista ou estava em uma má fase.

Essas aconteceram em poucas vezes, mas Pelé embora seja mito e pareça em algum momento intocável, é também um ser humano passível de erros e acertos. Fazer um sucessor chegou a ser assunto exaustivamente debatido, mas parece que o Rei se cansou de falar disso e deixou definitivamente a missão nas mãos do destino.

Chega aos 72 anos sem ter  a experiência de ser técnico, presidente de Clube ou ocupar cargos na CBF ou Fifa. Foi ministro extraordinário do Esporte entre 1995 a 1998 no governo de Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, exerce o cargo de Embaixador da Copa do Mundo de 2014.

Pelé sempre será o Rei mesmo que por muitas vezes se considere apenas um mortal.

E quem nasceu para ser Rei jamais perderá a Majestade.

Adelaide Lavanini é jornalista