20 de Fevereiro de 2019 | 12:55:00

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31/01/2019 | Esporte / Crônica

Muito a aprender

Por Luis Otavio Martins

Jorge Sampaoli foi o tema principal dos debates espor­tivos do último final de semana, após a terceira vitória consecutiva do Santos no Paulistão, desta vez contra o São Paulo do novato André Jardine. Muitos especialis­tas no mundo de futebol apontaram que o “nó tático” em campo comprovaria o enorme atraso dos treinadores bra­sileiros em relação ao que se vê em outros países. Outros concluíram que a tese de que treinador precisa de tempo para colocar sua filosofia em prática simplesmente ruiu com a chegada de Sampaoli. Afinal, em menos de um mês, mudou completamente a postura do Santos em campo.

E, mesmo com um elenco reduzido e com claras limitações técnicas, conseguiu resultados surpreendentes neste início de trabalho. Como torcedor, não posso deixar de reco­nhecer que Sampaoli trouxe um sopro de renovação, de novos ares, de algo diferente, sempre acreditando que o Santos deve ser protagonista, mesmo contra adversários teoricamente mais fortes. O trabalho do argentino com­prova que futebol é esporte coletivo, que nome não jogo e que é possível definir estratégias em campo. Sua presença por aqui é muito bem-vinda, inclusive para recuperar, di­gamos assim, a humildade que passa longe daqueles que compõem a elite dos treinadores brasileiros.

Luis Otavio Martins é jornalista