25 de Abril de 2019 | 05:20:55

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01/02/2019 | Esporte / Crônica

Henrique e o Pianista

Por Patrício Augusto

São raras as oportunidades para ver ao vivo, no Estádio, o time do coração. Não estou falando do nosso glorioso Touro do Vale, que manda seus jogos no “Antônio Gomes Martins – Tio Cabeça”, mas sim do Corinthians, paixão tão grande quanto o nosso Barretão.

Foram duas vezes que pude assistir o Timão no Palácio de Mármore, para uns chamado de estádio e para outros de arena. Não importa, vale mesmo é saber o quanto aquele monumento é encantador, lindo de ver, apreciar, curtir, viver. Mesmo com toda situação que envolve o seu projeto de construção, é sempre extasiante ver ali o Coringão.

Na primeira vez que estive lá, em 8 de setembro de 2016, o Timão venceu o Sport Recife pelo Brasileirão por 3 x 0, depois de um sofrível primeiro tempo. Na etapa complementar, com algumas alternativas do então técnico Cristovão Borges, “ascendeu”, principalmente após a entrada de Gustagol – sim Gustagol, que retornou agora após um giro de empréstimos. Em 16 minutos a fatura estava liquidada com gols de Rodriguinho, Léo Príncipe e Vilson, hoje gerente de futebol, que substitui Alessandro.

Foi uma bela estreia deste cronista na Arena. Eu estava em Campinas no ap dos meus filhos, quando resolvi tomar o ônibus intermunicipal e chegar ao Terminal do Tietê, onde peguei o metrô e fiz a conexão até chegar ao Palácio. Na segunda vez, agora recente, no dia 13 de janeiro, em situação igual, fiz o mesmo percurso para ver o primeiro jogo do Timão no Paulista, que enfrentou o São Caetano.

E, novamente, o primeiro tempo pífio, que estendeu-se pela etapa complementar. O São Caetano saiu na frente e impôs uma forte marcação, dificultando as investidas do Corinthians. Foi um jogo sofrível. Mas, quem tem a Fiel ao seu lado não padece. Em nenhum momento a torcida parou de cantar e empurrar: “vamo, vamo vê Timão, não para de lutar. Aqui tem um Bando de Loucos...”. Resultado deste apoio: aos 49 minutos escanteio pela esquerda no ataque corinthiano e Jadson bate na medida. Henrique cabeceia e o Timão empata. No último minuto. Que alívio. Sigo invicto no Palácio. São só dois jogos, mas sigo invicto na Arena. E, para fechar meu belo dia, ao descer a plataforma de embarque do Terminal do Tietê, no meu retorno a Campinas, o pianista Francis brindava passageiros que embarcavam para centenas de destinos com lindas peças ao som de seu piano. Magnífico!

Patrício Augusto é jornalista