25 de Abril de 2019 | 05:09:28

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06/02/2019 | Opinião / Editorial

Verba e verbo para realizar programas

O executivo municipal tem agora uma urgência política e social, para retomada da confiabilidade na gestão pública. O que parece simples e aglutinador, esbarra em restrições financeiras. A solução volta a ser de âmbito politico, com base na principal moeda disponível: muito diálogo.

A opção pelo diálogo político exige - fundamentalmente - enorme capacidade de relacionamento, muita escuta e pouco discurso. Falar e não fazer é o pior que pode acontecer quando se quer recuperar a credibilidade, o conceito e a participação. Agora o momento é para dizer sim e cumprir e dizer não quando inviável. Qualquer divórcio entre promessa e realização agrava relacionamentos, posicionamentos e alianças.

O diálogo tem que ser cuidadoso, principalmente no uso de palavras, mas no comportamento. Não aparecer para não ter que assumir compromisso é o pior caminho. E a ampliação do leque de contatos entra na agenda inadiável. Tanto para aproximação com o governo estadual e federal, como no ambiente das comunidades, entidades de classe e associações.

O diálogo também deve envolver os poderes legislativo e judiciário. Fazer este diálogo ser frutífero, amplo e construtivo deve revelar o conceito mais amplo e preciso da arte da política, voltada sempre para o bem comum. Não se trata de submissão, de interferência ou imposição, mas gestos para o foco na cidadania, na democracia, na justiça.

Como fazer uma obra sem dinheiro, sem autorização legal do legislativo, contrariando decisão judicial?

Simplesmente não se faz. E hoje, o que a cidade precisa é de harmonia dos 3 poderes, verbas externas e transparência interna para fazer o que é preciso ser feito.
Por mais difícil que possa parecer, agora chegou a vez de buscar verba e gastar o verbo.