25 de Agosto de 2019 | 15:10:22

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06/02/2019 | Esporte / Crônica

Jogou por uma bola

Por Adriano Vieira

O Corinthians de Fábio Carille fez o que mais sabe fa­zer: jogou por uma bola e venceu o clássico contra o Palmeiras. Não se pode comparar a qualidade técnica entre os dois times. O Palmeiras está anos à frente em termos de elenco e entrosamento. Foi um jogo de um só time e uma só bola. A que entrou. Sornoza cobrou falta, Weverton defendeu nos pés de Danilo Avelar que estufou as redes. Vencer um clássico paulista sig­nifica muito, principalmente para o Timão que até agora não se mostrou pronto e competitivo. São duas derrotas para times considerados pequenos. Revés contra Guarani, fora de casa, e RB Brasil em plena Arena Itaquera.

Parece que a grande dificuldade é encontrar o time ideal. Na vitória diante do Palmei­ras, pode-se observar uma defesa mais consistente, no entanto, há dificuldade de manter a posse de bola. Após o gol aos sete minutos do primeiro tempo, o Corinthians montou uma muralha e o que se viu foi apenas um time jogando. O Timão embalou o clássi­co com o regulamento em baixo do braço e uma bola dentro do gol, suficientes para somar pontos numa competição cruel. O técnico Fábio Carille admitiu que é preciso melhorar, e ele tem razão. Ainda é muito pouco pela grandeza do clube. O modelo atual do Paulistão precisa ser revisto. Não beneficia a equipe mais regular e sim a que se consegue sair melhor no mata-mata, é isso o Corinthians tem feito muito bem nos dois últimos anos. O time do professor Carille ainda está devendo futebol.

Adriano Vieira é cronista de O Diário