25 de Abril de 2019 | 05:09:23

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07/02/2019 | Opinião / Editorial

Tragédias merecem maior cuidado e ciência

Marcos Lisboa, presidente do Insper, ex-secretário de política econômica do ministério da Fazenda, publica artigos periodicamente na imprensa. Em recente análise opinativa, questionou o que houve? O educador especialista citou a explosão de um ônibus espacial lançado em 28 de janeiro de 1986. O trabalho de apuração foi intenso, contando inclusive com a presença de renomado físico externo da agência espacial americana.

- Tudo a ver com os casos nas barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, no Brasil.

Lá como cá, explosão, morte, danos, prejuízos. A diferença é que buscaram explicações, aprimoraram pontos e reduziram riscos. No Brasil, pouco se aprendeu afinal de contas com a tragédia de Mariana. A tendência é pouco aprender com Brumadinho. Mesmo porque, segundo muitos, como houve tragédia, alguém deve ter cometido crime. Basta prender os culpados. Entretanto, a investigação técnica não pode ser dispensada, ignorada, adiada.

Não resolve emitir vereditos com a rapidez de uma cartomante, alerta Marcos Lisboa com inteligência.

Com toda certeza, a queda de barragens das mineradoras pede maior cuidado e ciência para que se previna a ocorrência de novas vítimas e danos ambientais.

O caso barretense não é de mineradora, mas é explosivo no campo social, político e econômico. A gestão pública, os agentes políticos e as lideranças estão dispostas a aprender algo, com cuidado e ciência, para se evitar rompimento de novas barragens?