20 de Fevereiro de 2019 | 13:27:59

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12/02/2019 | Opinião / Editorial

Instituições locais e seus personagens

Uma tendência histórica barretense é identificar organismo com um personagem. Ao longo do tempo, algumas organizações, entidades e instituições perderam sua condição de mudanças de gestão e gestores, passando a retratar redutos permanentes. Um dono de coisa pública.

Um mesmo estilo comandou sindicados - tanto patronal como de empregados - por um período extremamente longo. Os associados mudaram, entraram e saíram, mas os dirigentes eram sempre os mesmos.

Em raros casos, a troca na diretoria foi exercitada com frequência, permitindo oxigenação de estilos, modelos e tendências. O perfil mais notável está ligado a Os Independentes, associação responsável pela Festa do Peão. A diretoria ganhava sempre um segundo mandato consecutivo, mas em seguida a norma de alteração era executada.

Como os pilares são diferentes, há resultados negativos pela falta de continuidade administrativa e há números positivos justamente pela alteração de procedimento.

Importante ressaltar que o exercício democrático tem sempre permitido fomento social e cultural. Promove o despertar de novas ideias, novos talentos. Sustenta maior participação e aglutinação. Abre novas portas e projeta oportunidades criativas.

O segmento cultural e esportivo, a área recreativa e política, o campo sindical e partidário devem sempre focar a renovação. O que é público não deve ser tratado como privado, como se a missão tivesse "reserva pessoal". Não é "herança de governança". No privado é uma coisa, no público é outra.

Barretos tem esta velha mania. Alguém entra e quer se perpetuar no comando. Os tempos mudaram e a democracia deve avançar - como sustenta Humberto Dantas - também na cidade.