20 de Fevereiro de 2019 | 13:25:08

20 de Fevereiro de 2019 | 13:25:08

12/02/2019 | Esporte / Crônica

Eu quero trocar de time

Por Luiz Antônio Monteiro

Paz e bem, meus caros amigos do futebol.

Fiz enquete neste fim de semana, com tor­cedores de diferentes times. A pergunta é: posso trocar de time?

Curiosamente, a resposta não foi unânime, negando a possibilidade. Algumas torcedo­ras, inclusive, admitiram que trocaram de equipe para acompanhar o namorado. Mas também entre os homens, a impaciência com o futebol do time nos últimos anos acabou com a tolerância exclusiva. Nada de paixão eterna.

- Mas que time tem pelo menos um jogador que vale a pena ver atuando no Brasil hoje? - indagou, ao ser questionado sobre a troca de time para torcer.

O time era quase a identidade do torcedor. Hoje, o negócio é mais forte que a paixão. Parece que o atleta foi contratado não para reforçar o elenco em campo, mas o caixa do empresário, um acerto de balanço, algo que vai além das quatro linhas. E não é procedi­mento tupiniquim, mas mercado internacio­nal. Jogador que não tem potencial para ser titular na série B foi comprado por equipe da elite da Europa. Como assim?

Certamente, torcer para um time deixou de ser algo pessoal, de família, de aliança. Afi­nal de contas, quem pode dizer que está sa­tisfeito em torcer atualmente pelo São Paulo, por exemplo?

Trocar de time antes era pecado mortal. Não é mais...

Luiz Antônio Monteiro é diretor da Rede Vida