21 de Março de 2019 | 15:13:21

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14/03/2019 | Política / Política

CPI ouve testemunhas e beneficiária do Bolsa Família nega esclarecimentos

Das sete pessoas convocadas cinco responderam perguntas de vereadores

CPI ouve testemunhas e beneficiária do Bolsa Família nega esclarecimentos

ORIENTAÇÃO: Advogado Juarez Félix instruiu a beneficiária do Bolsa Família a exercer o direito de ficar calada
Janio Munhoz

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A CPI na Câmara que investiga possíveis irregularidades em contratos firmados pela prefeitura ouviu cinco das sete testemunhas convocadas. A principal denúncia é o contrato com uma beneficiária do Bolsa Família e  suposta proprietária de empresa que presta serviços de propaganda volante no valor mensal de R$ 6.545,00.  Durante a oitiva, por recomendação do advogado Juaréz Félix, a beneficiária preferiu ficar calada e não respondeu as perguntas dos vereadores. A CPI ouviu prestadores de serviços que participaram da licitação e que afirmaram não terem qualquer envolvimento com os fatos. A servidora comissionada que solicitou os serviços informou que mantinha contato com a proprietária da empresa por WhatsApp e e-mail.

Revelou que, em algumas situações, mais de um carro de som era contratado para divulgação, mas que isso é procedimento comum. A denúncia aponta que o e-mail de um ex-assessor da prefeitura estaria identificado na documentação da empresa. Ele disse que desconhece como seu e-mail pessoal teria sido divulgado. “Não sei quem preencheu o papel e isso foi surpresa”, disse. O ex-assessor expressou descontentamento da época que passou pela prefeitura e que desde 2017 se mantém como oposição ao prefeito Guilherme Ávila. “Não tenho amizade com ele e me fez de palhaço por quase cinco anos. Eu não fazia nada na prefeitura e  até 2016 ainda acreditava nele, depois desisti de uma amizade que acho nunca existiu”, afirmou. A chefe de gabinete do Executivo foi ouvida por ser prima da beneficiária. Ela declarou que sabia do contrato, mas nunca recebeu nenhum cheque em nome da proprietária.

DEFESA: A princípio, o advogado Juarez Félix solicitou o direito de seus clientes permanecerem calados. Em seu entendimento, não houve fundamento no pedido, e por isso, não existem fatos a serem esclarecidos. Argumentou que o denunciante Márcio Douglas Matias não foi ouvido anteriormente pela CPI dos Contratos. “Isso é uma devassa, não existem fatos ou indícios e sim especulação”, afirmou. A relatora Paula Lemos reiterou que a função da Comissão é de investigar e que o advogado teve acesso a todo o processo. “Não há qualquer ilegalidade, respeitamos todas as pessoas que são testemunhas e buscamos preservar todas elas”, finalizou.