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02/04/2019 | Especiais / Agronegócio

Entidades do agronegócio criticam decreto que muda denominação da CATI

Governador João Doria justifica que medida é necessária para transferência de atribuições

Entidades do agronegócio criticam decreto que muda denominação da CATI

A proposta do governador João Doria reestrutura o nome para Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável

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Lideranças ligadas ao agronegócio e agricultura paulista criticam decreto estadual que muda a denominação da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).  A proposta do governador João Doria reestrutura o nome para Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável. A principal justificativa  é a transferência de algumas atribuições da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, como o  protocolo de transição agroecológica e o Cadastro Ambiental Rural.

DEFESAS: A APAER (Associação Paulista de Extensão Rural) defende que as lideranças rurais caminham com as próprias pernas e várias experiências têm servido como referência até para outros países. “A integração entre os trabalhos desenvolvidos pela CATI e pelos órgãos ambientais é uma medida não só desejável como necessária. Porém, da forma como essa integração está ocorrendo sugere uma total falta de estudo sobre a viabilidade e efetividade na forma proposta”, justifica a entidade. A APAER questiona quanto custará aos cofres públicos construir uma nova identidade visual e quanto custará jogar 52 anos de história da CATI no lixo.

FÓRUM: Entidades do agro assinam carta aberta  ao Fórum em defesa da Agricultura Paulista. No documento, argumentam que o atual governo vem enfraquecendo os programas de excelência ao promover desestruturação de instituições, fundindo ou extinguindo pastas e órgãos. “Tudo sem um mínimo diálogo com os principais agentes  envolvidos no processo”, afirmam.

DECRETO: O governador João Doria baixou decreto alterando a denominação da nomenclatura da CATI e a fusão das secretarias de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos e de Energia e Mineração. Os deputados estaduais Carlos Gianazzi e Barros Munhoz são autores de projetos na Assembleia Paulista que pede a revogação da medida.