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07/04/2019 | Especiais / Saúde e Bem Estar

Programa de Combate ao Tabagismo conscientiza sobre riscos do vício

Coordenadora da secretaria municipal de Saúde alerta para todas as formas que o tabaco apresenta

Programa de Combate ao Tabagismo conscientiza sobre riscos do vício

MUNICÍPIO: Maria Cristina de Ávila Meinberg é coordenadora de educação permanente da secretaria de Saúde
Tininho Junior

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O Programa de Combate ao Tabagismo está em funcionamento em todas as Unidades Básicas de Saúde. Segundo a coordenadora de educação permanente da secretaria municipal de Saúde, Maria Cristina de Ávila Meinberg, a ação é realizada através da conscientização sobre os riscos do tabagismo. Ela alerta que além do cigarro convencional, é importante combater outras formas do tabaco, como o narguilé, o cigarro eletrônico, entre outras. Em Barretos nos últimos três anos, 211 pessoas morreram com doenças pulmonares, sendo 85% dos casos diagnosticados com câncer de pulmão associados com tabagismo. Em maio, todas as unidades estarão empenhadas em uma ação especial no combate ao cigarro. “O dia 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Tabaco. Na Praça Francisco Barreto, nesse dia, convido toda a população para fazer um rastreamento ao câncer de pulmão com a carreta do Hospital de Amor. Um evento inédito em Barretos”, lembrou.

PROGRAMA
Todo barretense que deseja parar de fumar pode se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e será acolhido e integrado a um grupo de tratamento para cessação de tabagismo. O tratamento oferecido pela rede publica seguirá a diretriz do Centro de Referência Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), que inclui desde avaliação clínica, grupos de apoio e a terapia medicamentosa, em casos de  necessidade. O objetivo é fazer com que o usuário compreenda o motivo que o leva a fumar, o risco deste consumo, os benefícios de parar de fumar e até como prevenir as recaídas. “Uma aprendizagem de um novo comportamento”, disse a coordenadora municipal do programa de cessação do tabagismo Maria Cristina de Ávila Meinberg. “O medicamento diminui e auxilia o paciente na fissura. Quando ele para de fumar, o paciente tem aquela vontade enlouquecedora de fumar devido à nicotina, que vicia”, disse. O uso dos medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a adesão do tabagista nos grupos de apoio, onde recebem informações com referência ao uso dos medicamentos.  Medicamentos não devem ser usados isoladamente. Os medicamentos que são disponibilizados para o tratamento do tabagismo na rede de saúde de Barretos são: Cloridrato de Bupropiona 150mg, e Terapia de Reposição de Nicotina (adesivos de nicotina: apresentação de 21mg, 14mg, 7 mg) A dispensação destes medicamentos deve ocorrer mediante a prescrição médica para o usuário cadastrado no Grupo de Cessação do Tabagismo na unidade. Ela informou que as equipes das UBSs passaram por capacitação com apoio de profissionais da Fundação Pio XII.

MALEFÍCIOS
“O tabaco, o cigarro, é um mal que causa ao paciente, doenças como câncer de pulmão, câncer de boca, outros tipos de câncer, problemas de coração e doenças crônicas do pulmão. Para entrar nos grupos, o paciente precisa ir a uma unidade de saúde mais próxima e fazer uma consulta médica. Esse médico vai diagnosticar a carga tabágica desse paciente. Ele já vai definir o quanto de medicamento esse paciente vai tomar”, disse Cristina, lembrando que os grupos serão formados por 15 pessoas. São quatro sessões mensais no primeiro mês e depois serão quinzenais. “Na primeira sessão, a gente fala sobre os malefícios do cigarro. Na segunda sessão, é como ficar sem o cigarro, o que se pode fazer e a mudança de vida que vamos ter”, explicou. As sessões serão coordenadas por dois profissionais de saúde capacitados (podendo ser médicos, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos e psicólogos). A duração dos grupos gira em torno de um ano.

OUTRAS FORMAS
Cristina Meinberg alertou para a conscientização de outras formas onde o tabaco está presente. “Aqui em Barretos, se a gente for à Região dos Lagos, por exemplo, podemos ver uma moda que é o narguilé. Foi comprovado que ele é pior que o cigarro convencional. Uma tragada do narguilé equivale a dez cigarros. E uma sessão de narguilé, que dura cerca de uma hora, esse indivíduo terá fumado 100 cigarros. Imagine uma pessoa fumar cinco maços de cigarro em uma hora. Estamos tentando conscientizar a população mais jovem”, contou a coordenadora, que lembrou também a “moda” do cigarro eletrônico. “Tem o cigarro eletrônico, mas no Brasil ainda é proibido. Nos Estados Unidos, ele está em alta. É uma novidade, ele tem equipamentos eletrônicos na forma de pen drive, que é bonitinho e atrai o jovem. Lá é colocada a nicotina líquida. Como a nicotina vicia, o jovem começa a se tornar fumante”, alertou.

TABAGISMO
O tabagismo é considerado uma doença crônica devido a alterações físicas, comportamentais e emocionais que o cigarro provoca. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a principal causa de morte evitável. O Brasil é o 8º pais do mundo de população com mais fumantes.  Fumar cigarros envolvem riscos e o dependente de nicotina fica suscetível a várias doenças. O cigarro é um dos maiores vilões por detrás de Câncer Pulmonar, Enfisema Pulmonar, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Enfarto do Miocárdio, Angina de Pectoris, Acidente Vascular Cerebral (AVC). Isto vale tanto para fumantes ativos quanto para os passivos, (aqueles que inalam os gases emitidos pelo fumante no ambiente). Um total de 600 mil pessoas morrem ao ano no Brasil pelo vício alheio, sem colocar sequer um cigarro na boca.