26 de Maio de 2019 | 02:26:01

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24/04/2019 | Polícia / Polícia

Delegado confirma que ex – secretária e marido foram indiciados em cinco crimes no inquérito que apura fraude dos holerites

Casal é investigado na Operação Partilha que apura desvio de R$ 11 milhões da prefeitura de Barretos

Delegado confirma que ex – secretária e marido foram indiciados em cinco crimes no  inquérito que apura fraude dos holerites

Delegado Rafael Faria Domingos confirmou a conclusão do primeiro inquérito e indiciamento do casal
Tininho Júnior

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O delegado Rafael Faria Domingos  confirmou a conclusão do  primeiro inquérito que apura o desvio de R$ 11 milhões da folha de pagamento  da prefeitura de Barretos, e que indiciou a ex-secretária de administração Adriana Nunes Ramos Soprano e o marido dela Rafael Soprano,  em pelo menos  cinco crimes.

Adriana e  Rafael Soprano, que estão em prisão domiciliar, foram indiciados nos crimes de peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos no sistema de informação, lavagem dinheiro e organização criminosa.

“Eles foram indiciados nos crimes de Peculato, já que há  indícios que desviaram recursos públicos em proveito próprio, Corrupção Passiva, já que solicitavam ou recebiam dos servidores envolvidos parte dos valores, Inserção de Dados Falsos em Sistemas de Informação, já que tinham acesso ao sistema de pagamentos e ao que tudo indica, eles alteravam os holerites dos servidores nesses sistemas, Lavagem de Dinheiro, uma vez que utilizaram esses recursos para adquirir bens e também na Organização Criminosa, porque ao que tudo indica, nós tínhamos na prefeitura uma verdadeira organização liderada a princípio pela ex – secretária e aí com a participação de diversos servidores, cada qual com uma tarefa bem definida dentro dessa organização” ressaltou.

O casal havia sido preso preventivamente no dia 10 deste mês, durante a primeira fase da Operação Partilha desencadeada pela Polícia Civil através da Delegacia Seccional de Barretos e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) de São José do Rio Preto. 

Na quinta-feira (18), a defesa da ex-secretária confirmou que entrou com pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça e conseguiu a conversão da prisão preventiva dela em domiciliar.

O mesmo aconteceu na segunda – feira (22), com Rafael Soprano. 

O delegado Rafael Faria Domingos confirmou que as investigações prosseguem e que o motivo da conclusão do primeiro inquérito na sexta-feira (19), foi porque o casal estava preso e a Lei impunha o prazo de 10 dias para conclusão  das investigações.

“ As investigações prosseguem em novos inquéritos policiais, e o motivo pelo qual nós encerramos esse inquérito na sexta-feira, é que até então a ex – secretária e seu marido estavam presos e a Lei nos impunha um prazo de 10 dias para concluir essas investigações. Nós colhemos todos os elementos de provas possíveis contra ambos, ouvimos diversas pessoas para tentar confirmar as informações que a gente já tinha. E agora com outros inquéritos policiais com um prazo um pouco maior a gente pode aprofundar mais as investigações em relação aos demais envolvidos, bem como aos servidores que receberam esses valores a mais”disse.

No inquérito foram ouvidas aproximadamente 40 pessoas.

“Mais ou menos 40 pessoas, e aí como eu disse  os demais envolvidos serão ouvidos oportunamente, nos próximos inquéritos policiais de acordo com as nossas possibilidades. As investigações continuam, todo mundo que estiver envolvido de alguma maneira, será responsabilizado e terá a oportunidade de prestar suas declarações a Polícia Civil e ao Gaeco, para esclarecer efetivamente o que aconteceu” confirmou.

Os servidores envolvidos,  segundo o delegado num primeiro momento podem responder pelo crime de Peculato.

“Numa análise bem  superficial, num primeiro momento, esses servidores podem responder pelo crime Peculato, já que de alguma forma, eles desviaram recursos públicos em proveito próprio. É um crime previsto no código penal, cuja pena pode chegar até 12 anos. Sem prejuízo também da apuração da participação deles na própria organização criminosa. É claro que cada caso será analisado de forma isolada e individual, para evitar de toda maneira qualquer injustiça, mas a princípio é provável que eles respondam por esses dois crimes” concluiu o delegado Rafael Faria Domingos.