22 de Agosto de 2019 | 12:59:47

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22/05/2019 | Polícia / Polícia

Conselho Tutelar acompanha caso de criança espancada no Luís Spina

Mãe e padrasto apontados como autores da agressão foram liberados na audiência de custódia

Conselho Tutelar acompanha caso de criança espancada no Luís Spina

Conselheiras Chayenne Borges e Rosangela Aparecida de Carvalho acompanham o caso
Tininho Júnior

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O  Conselho Tutelar em Barretos está  acompanhando um caso, de  agressão que teve como vítima, um menino de apenas cinco anos em Barretos, às 20h03 de segunda-feira.

Segundo informações, mãe e padrasto teriam batido na criança, porque ela não queria comer. As conselheiras Rosangela Aparecida de Carvalho e Chayenne Borges receberam a  denúncia que  um sujeito estava batendo muito em uma criança, num apartamento no bairro Luís Spina.

Elas  imediatamente pediram apoio da Polícia Militar.  Os policiais  Alex e Palerosi  foram  até o apartamento onde mantiveram um  contato com uma mulher de 22 anos, apontada como mãe da criança e com o padrasto de 26 anos.

Os dois alegaram que tinham dado apenas um corretivo. A equipe pediu para que a criança saísse do apartamento e observou  que ela mancava muito e que os dois tornozelos estavam bem inchados e havia várias marcas de agressão pelo corpo.

O garotinho informou que a mãe o padrasto tinham batido nele, com um pedaço de pau.

Os policiais deram voz de prisão ao casal pelo crime de maus tratos, apresentando o caso ao Plantão Policial.

A criança foi examinada por um médico que constatou a multiplicidade de lesões com o aspecto de terem sido produzidas por “vara”, “fio” ou objeto “cilindrico”.

O menino foi levado pelas conselheiras ao Pronto – Socorro da Santa Casa onde ficou internado  para  exames devido a suspeita de fraturas.

O delegado Edison Winning ratificou a voz de prisão contra a mãe e o padrasto e determinou que fossem  recolhidos a cadeia e apresentados em audiência de custódia.


“ Nós fomos acionados pela Polícia Militar, que no local constatou os maus tratos. Quando eu que cheguei à criança estava no sofá, o casal em pé, e eu perguntei o que tinha acontecido. Eles disseram que tinham corrigido o filho e mostraram uma “vara” no canto e perguntaram se não podiam corrigir”. Eu respondi que pode corrigir, mas não machucar. E  pelo que ficamos sabendo, eles teriam batido por algum tempo nessa criança, não foi coisa de momento, foi bastante tempo”, disse a conselheira Rosangela Aparecida de Carvalho.


A conselheira contou que ao conversar com a criança, ela confirmou que o pai e a mãe tinham batido nela.

“ Ele me disse que o pai e a mãe que teriam batido nele com três coisas, que seria a “vara”, o  chinelo que ele até disse a marca e uma borracha circular que a gente acreditou que fosse da panela de pressão. Quando eu abaixei para conversar, eu vi que os pés da criança estavam muito inchados, quando tentei levantar a calça que ele estava com um moletonzinho, ele começou a chorar e eu vi que estava muito machucado”, confirmou.


A criança teria confirmado que era constantemente agredida pelo padrasto.

  “ Ele fala que tinha medo, que essa pessoa que é o padrasto sempre batia muito e que a mamãe também. Ele gosta muito do avô (paterno), e demonstrou isso na nossa presença. Ficou muito feliz e até chorou, foi o momento que a gente viu ele chorando sem ser de dor, por felicidade, quando ele viu o avô e foi contar para o avô que tinha acontecido”, revelou.


O  conselho está acompanhando o caso, e segundo a conselheira na tarde de ontem,  a criança  continuava internada na Santa Casa, mas estava bem, tendo certa dificuldade para colocar o pezinho no chão.

“ A médica disse que por uns 10 dias ainda, ele deverá ficar em repouso para desinchar bem os pés. E a gente está providenciando para que ele amanhã já saia e vá ficar com os avós paternos”, informou.

A mãe e o padrasto passaram por audiência de custódia e foram liberados e deverão responder em liberdade, porém, estão proibidos de se aproximarem da criança.

  “Eles estão com uma medida de que não podem se aproximar da criança, nem ela e nem ele. O  avô nos relatou que no domingo,  o menino  tinha pedido para não ir embora, porque estaria com medo do padrasto. O pior é saber, que eles estavam forçando a criança a comer. Quando ela passa mal e vomita, eles começam a bater na criança daquela forma”, concluiu a conselheira Rosangela.