16 de Junho de 2019 | 10:34:00

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22/05/2019 | Política / Política

Fragilidade em sistema favorece rombo de R$ 2 milhões no Instituto de Previdência

Servidor acusado de fraude não comparece em oitiva, mas apresenta defesa por advogado

Fragilidade em sistema favorece rombo de R$ 2 milhões no Instituto de Previdência

INFORMAÇÕES: Diretor-presidente Nilton Vieira explicou sobre o processo no Instituto de Previdência
Equipe O Diário

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A fragilidade na fo­lha de pagamento do Instituto de Previdên­cia favoreceu o rom­bo de R$ 2 milhões na autarquia. Além da possibilidade de aces­so remoto, o Instituto não tem cruzamento de dados com a Receita Federal quando o óbi­to é comunicado. Para cessar o pagamento, os funcionários checam o nome dos falecidos em jornais e pelas infor­mações do cemitério. “Dessa forma confron­távamos se tinha algum servidor falecido”, dis­se o diretor-presidente Nilton Vieira. Segundo ele, o acusado escolhia os aposentados que não tinham dependen­tes ou partes interes­sadas que poderiam, futuramente, requerer o benefício.

“Quando tem o falecimento de algum aposentado, a família procura e os dados então passam a ser inseridos em outra conta. Quando não tem dependentes automati­camente a folha deve­ria ser excluída e era mediante esses casos que ocorria a fraude”, explicou. Ele informou que os dados da folha de pagamento não pas­sam por outros depar­tamentos da autarquia. “O Recursos Humanos envia pelo sistema txt a relação com os no­mes, conta bancária e destino do dinheiro”, ressaltou. “O banco en­tão faz o pagamento e não ocorre transação de informações nem pelo departamento financei­ro nem pela diretoria do instituto”, acrescentou.

AUSÊNCIA: O acusado da fraude não compare­ceu novamente à oitiva para esclarecimentos. Ele era esperado às 10 horas na sede da au­tarquia, mas enviou advogado duas horas após. “Ele apresentou defesa e justificativas que serão analisa­das pela comissão de Sindicância. Quando o acusado não com­parece trata o proces­so com desrespeito”, analisou o diretor. A Comissão de Sindicân­cia deve apresentar o relatório final nos próximos dias. Agora, querem informações do banco para apurar inconsistências de va­lores e, posteriormente e expedir portaria com resultado do pro­cesso administrativo. A denúncia deflagra­da em 2018 está sob análise do Ministério Público.