26 de Junho de 2019 | 10:00:13

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12/06/2019 | Política / Política

Paulo vê retaliação após votar favorável em processo de cassação

Vereador aponta exoneração de comissionado como revide de Guilherme Ávila

Paulo vê retaliação após votar favorável em processo de cassação

OPINIÃO: Vereador Paulo Correa disse que Guilherme Ávila não vem cumprindo compromissos com partido
Jac Brito

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O vereador Paulo Correa vê retaliação do prefeito Guilherme Ávila após votar favorável à abertura do processo de cassação do chefe do Executivo. Segundo Paulo, o revide à sua atitude veio dois dias após a votação com a exoneração de Luiz Antonio de Matos, comissionado indicado por seu partido. “Por causa dessa votação mandou embora uma pessoa que trabalhava cedo, à tarde e à noite na secretaria de Obras e nem deu satisfação. Ele era indicado do partido, estava na secretaria há seis anos, é experiente, trabalhador, honesto e justo”, disse. O vereador considera a retaliação uma atitude vingativa de Guilherme Ávila e alertou que não irá se curvar diante da situação. “Isso é coisa de pessoa com mentalidade pequena e vingativa. Se não aceita minha opinião não sou obrigado a seguir a cartilha dele, não me preocupo com a retaliação e vou continuar trabalhando pela cidade como tenho feito”, observou.

Em sua análise, o prefeito Guilherme Ávila usa dois pesos e duas medidas ao lidar com o posicionamento da Câmara. Citou como exemplo a postura dos parlamentares que seguiram o Tribunal de Contas e rejeitaram contrato terceirizado na prefeitura. Correa ponderou que, mesmo após a retaliação velada, não deixou de votar nos projetos do Executivo. “Minha postura ao longo dos anos não é de atrapalhar a população e tenho votação transparente”, afirmou. Segundo ele, o voto favorável à abertura do pedido de cassação tinha por objetivo a oportunidade de defesa do chefe do Executivo. “Podia se defender e pronto, mas nem abriu o processo e veio a retaliação”, disse. Para ele,  a Câmara negar o pedido de abertura formulado pela vereadora Paula Lemos, caracteriza posicionamento contrário ao trabalho da CPI. “Votei a favor para que a Câmara pudesse amadurecer  e discutir mais o assunto”, opinou. A denúncia foi arquivada e teve quatro votos a favor e 12 contra.

BANCADA: Paulo Correa não tem participado das reuniões de bancada que antecedem as sessões ordinárias. E reconhece que alguns vereadores têm interesse para que saia da base aliada. “Acho que conseguiram, não estou sendo convidado, não faço questão, tenho meu voto na Câmara e pronto. Se for convidado darei minha contribuição”, declarou.

COMPROMISSO: A coligação entre PSDB e PR para a  eleição de Guilherme Ávila foi costurada pelos diretórios estaduais dos partidos. Entretanto, a união das legendas incluía compromissos de Guilherme Ávila que, segundo Paulo Correa, não foram cumpridos. “Ele sabe que não cumpriu, mas não ligo para isso e não farei retaliação de maneira alguma, sou da política  para frente e o que puder ajudar a cidade farei”, contou. O compromisso incluia a indicação nas secretarias de Educação e Assistência Social. “Nada disso aconteceu e nem por isso fui contra ele”, revelou.

VOTAÇÕES: O vereador lembrou que teve outros posicionamentos contrários ao Executivo e que, portanto, seu voto a favor da abertura da cassação não foi surpresa. “Tenho pouco contato com o PSDB e se acharam surpresa é porque não acompanham meu trabalho na Câmara”, lembrou. Citou como exemplos voto contra a criação de 11 secretarias, da taxa de lixo e de cemitério.