17 de Setembro de 2019 | 04:13:50

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14/07/2019 | Opinião / Editorial

Risco de fogo na zona rural

Grupo Tereos – terceira maior empresa de açúcar do mundo – mostrou a imprensa o projeto de prevenção de incêndios no campo. A área de cana envolve inclusive as cidades da região. A implantação de sistema pioneiro de satélites para o monitoramento de canaviais, o GMG, foi detalhado à imprensa nacional durante a semana. Inclusive, mostrando como foi detectado foco de incêndio em Barretos. O investimento em tecnologia visa superar prejuízos e os impactos negativos ambientais, afetando a população das comunidades.

Na safra de 2017/2018, durante o inverno mais seco dos últimos 30 anos na região Noroeste Paulista, o Grupo iniciou o desenvolvimento do projeto piloto “Observed Remote Informationfrom Orbital Navigation” – Orion. A Tereos tem 7 unidades industriais na região e o investimento soma esforços que a companhia já vem realizando para a prevenção e combate de incêndios. O projeto utiliza a ferramenta de monitoramento por satélite desenvolvida por um startup de Rio Preto.

O serviço, baseado no georreferenciamento orbital, usa 13 satélites e permite o monitoramento remoto, com o envio automático de alertas das ocorrências diretamente à Central de Controle da Tereos, localizada na unidade industrial Cruz Alta, em Olímpia. Os satélites contratados pela GMG Ambiental são operados por agências governamentais – entre eles a Agência Espacial Americana (NASA) e a Agência de Meteorologia Americana (NOAA) – e empresas privadas.

Com as condições climáticas típicas do inverno, os riscos são imensos. A mobilização para o combate envolve logística, eficiência e estrutura. A brigada humana também tem que ser treinada, habilitada e funcional.

Combater incêndio em canavial é difícil. É fogo mesmo. Tecnologia e compromisso são fundamentais nesta luta que queima sem dó, agora que a colheita está mecanizada.