23 de Setembro de 2019 | 17:09:48

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16/07/2019 | Opinião / Editorial

Teoria da exportação e da migração

Teoria em grego quer dizer o ser em contemplação, diz a letra de uma canção do ex-ministro Gilberto Gil.  Entre os barretenses, a contemplação de novos espaços é antiga teoria. Assim com a cidade nasceu do empreendedorismo rural, nas longas invernadas da pecuária, muitos foram "descobrir" seu espaço em diferentes regiões do país. Agora, as fronteiras foram rompidas.

- A cidade vive assim a mão dupla de receber gente de todos os estados e exportar talentos para outros países.

Interessante observar que os barretenses estão espalhados atualmente por todos os continentes. Mais oportuno ainda notar como Portugal avança como "mãe gentil" a acolher os "zucas" - a legião verde amarela na terra de Pessoa.

- O mais recente relatório do Serviço de Imigração e Fronteiras contabilizou a presença legal de 105.423 brasileiros.  A lista "não oficial" deve ser grande.

Até o jornalista Domingues Netto experimentou a aventura de temporada em Portugal. Mas como tantos outros, foi e voltou. Agora, "o Brasil terá dificuldade em recuperar essas pessoas no curto prazo, pois uma vez que se inserem no exterior não costumam retornar", declarou advogado à imprensa da capital.

Quais as "teorias" que podem resumir melhor o contexto barretense de exportar e importar "pessoas"? Mais do que um contemplação, o exercício para entender melhor o barretense no cenário brasileiro atual, político, econômico, social. Como a cidade deve fixar suas batalhas de inovação, segurança e educação para superar o "medo de que vivais na ignorância". Afinal, por ser a terra do Divino, tem sentido saber que "há diversidade de dons, mas um só Espírito".